Biblioteca Temporal – Review 15 – Drácula, por Bram Stoker

Biblioteca Temporal – Review 15 – Drácula, por Bram Stoker

A Biblioteca Temporal da C.A.T.I.A. apresenta, a resenha de mais um livro que marcou e definiu o gênero de terror na literatura mundial e introduziu o mundo às estórias de uma das mais terríveis criaturas da noite, o Vampiro: Drácula, por Bram Stoker.

Drácula marcou gerações desde sua primeira primeira publicação, em Maio de 1897. Juntamente com Frankenstein, de Mary Shelley (que já teve uma resenha aqui no Biblioteca Temporal) virou um ícone, uma “marca registrada” do então novo “literatura de terror” internacional, sendo traduzido para várias línguas.

Como a história do livro está sempre interligada com a história pessoal do autor, vamos começar falando do autor desse livro, Bram Stoker:

Abraham “Bram” Stoker nasceu em Dublin, Irlanda, em 8 de Novembro de 1847. Ele foi um romancista, poeta e escritor de contos irlandeses. Sempre estudando em Dublin, escreveu seu primeiro ensaio aos 16 anos e, em 1875, concluiu seu mestrado. Conseguiu se tornar crítico de teatro, sem remuneração, no jornal Dublin Eventing Mail. Em 1878 Stoker casou-se com Florence Balcombe, cujo ex-pretendente foi Oscar Wilde, outro autor importante que ainda terá um espaço aqui no Biblioteca Temporal.

Com sua esposa, mudou-se para Londres, onde passou a trabalhar na companhia teatral Irving Lyceum, assumindo várias funções e permanecendo nela por 27 anos. Em 31 de Dezembro de 1879 nasceu seu único filho, Irving Noel Thornley Stoker. Trabalhando para o ator Henry Irving, Stoker viajou por vários países, apesar de nunca ter visitado a Europa Oriental, cenário de seu mais famoso romance, que fundamentou toda a “mitologia” moderna sobre vampiros, seu romance de terror gótico “Drácula”.

Enquanto esteve no Lyceum Theatre de Londres, começou a escrever romances e fez parte da equipe literária do jornal londrino Daily Telegraph, para o qual escreveu ficção e outros gêneros. Antes de escrever Drácula, Stoker passou vários anos pesquisando folclore europeu e as histórias mitológicas dos vampiros. Depois de sofrer uma série de derrames cerebrais, Stoker faleceu em Londres, em 1912. Alguns biógrafos atribuem a um processo desencadeado por uma sífilis terciária como causa de sua morte. Foi cremado e suas cinzas estão numa urna no Crematório de Golders Green, em Londres.

O Livro (cuidado, alguns “spoilers” podem aparecer):

Este famoso romance gótico tem um formato “epistolar”, ou seja, é aquele tipo de história contada através de cartas onde os personagens descrevem as cenas e o que acontece a seu redor. A estória começa com a chegada de um solicitador, Jonathan Harker, a um castelo em uma remota zona da Transilvânia, atual Romênia. O jovem Harker trava conhecimento com o excêntrico proprietário do castelo, o conde Drácula, dado este ter em vista a aquisição de várias propriedades na Inglaterra. Aos poucos Harker começa a perceber que há mais do que excentricidade naquela figura, há algo de estranho no anfitrião, algo de realmente assustador e tenebroso. Aliás, passada a inicial hospitalidade, Harker começa a entender que, mais do que um hóspede, é também um prisioneiro do conde Drácula.

Seguidamente, Drácula decide viajar até à Inglaterra, deixando um rastro de morte e destruição por onde passa – sob a forma de um enorme morcego -, enquanto Harker é deixado à guarda de três figuras femininas, três terríveis seres que se alimentavam de sangue humano. Harker consegue fugir, apesar de bastante debilitado, e encontra-se com a sua noiva, Mina, em Budapeste.

Já na Inglaterra, Lucy, uma jovem amiga de Mina, começa a apresentar estranhos sintomas: uma enorme palidez e dois enigmáticos orifícios no pescoço. Seus amigos, John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, incapazes de perceber a origem daquela doença, recorrem ao auxílio do Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista, famoso por seus métodos pouco ortodoxos, tendo compreendido que Lucy tivera sido vítima dos ataques de um ser diabólico: Drácula, uma espécie de morto-vivo que se alimentava de sangue humano. Contudo, receando a reação destes, Van Helsing decide não revelar imediatamente suas conclusões.

Lucy morre após um ataque de drácula em sua forma animal, um morcego, e é enterrada. Porém sua existência não termina por aí: ela renasce como vampira e começa a perseguir crianças. Van Helsing, não tendo outra opção, confidencia as suas conclusões aos amigos desta. Estes, decididos a colocar um fim naquela forma de existência, pregando-lhe uma estaca no coração e cortam-lhe a cabeça, pois só assim ela poderia descansar em paz.

Pouco tempo depois, para surpresa dos mesmos, percebem que Drácula tinha agora uma nova vítima, Mina, já regressada de Budapeste junto com Harker, agora juntos na condição de marido e mulher. Porém, além de se alimentar de Mina, Drácula também lhe dá o seu sangue a beber, ritual que os faz ficarem ligados espiritualmente, como numa espécie de matrimônio das trevas.

Van Helsing compreende que, através da hipnose, é possível seguir os movimentos do vampiro, assim, decididos a destruí-lo e a salvar Mina, os homens o perseguem. Drácula foge para o seu castelo na Transilvânia, todavia, este é destruído pelos perseguidores antes de o conde concretizar tal objetivo, libertando a Mina do tal “encantamento”.

A estória de “Drácula” foi uma das primeiras do gênero, abrindo todo um novo patamar de literatura, pouco explorado até então, o terror. “Drácula” ficou tão famoso no imaginário popular mundial (principalmente na Europa e nos Estados Unidos) que vários filmes foram feitos desde “Nosferatu, o Vampiro da Noite” até uma adaptação cinematográfica direta do livro, dirigida por Francis Ford Copolla “Drácula – de Bram Stoker”, estrelando Garry Oldman como o Drácula.

Se você ainda não leu esse livro ou os filmes baseados nele, o que está esperando, Vá e Leia 😉

Por Prof. Barbado

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