Biblioteca Temporal – Review 11 – O Rebelde, por Jack Whyte

Biblioteca Temporal – Review 11 – O Rebelde, por Jack Whyte

A Biblioteca Temporal da C.A.T.I.A. apresenta, a primeira resenha de um livro que eu não gostei muito: O Rebelde, por Jack Whyte

Antes de começar a falar desse livro gostaria de colocar minha posição a respeito da “releitura” da história de Willian Wallace pelo romancista escocês Jack Whyte. Eu, Prof. Barbado, NÃO gostei desse livro, e convido a você a refletir comigo o “por quê” de eu não ter gostado desse livro.

Primeiro falaremos do autor, o qual respeito muito. Jack White é um escocês-canadense, nascido em 1940, e é um novelista de ficções-históricas, assim como Bernard Cornwell.

O maior trabalho literário que Whyte já compôs foi a série de 8 livros intitulada “A Dream of Eagles” (no Canadá e nos Estados Unidos foi nomeada “The Camulod Chronicles”), série esta que tenta reescrever os mitos e lendas do Rei Arthur, tentando colocá-lo em um período temporal mais coerente para sua existência (entre os séculos V e VI depois de Cristo), mostrando toda a influência que os romanos tiveram nas Ilhas Britânicas. (por sinal, indico essa série para sua leitora, ela é muito boa).

Então ele escreveu “O Rebelde”, primeiro livro de uma série que ele já intitulou “As Crônicas do Coração Valente”. então chegamos ao problema em si, o livro, e não o autor.

O Rebelde, obviamente, segue o caminho de Willian Wallace, um guerreiro escocês cercado de mitos, lendas e história. Um mártir da luta escocesa pela independência da coroa inglesa, nos séculos XIII e XIV. No livro seguimos a visão de um primo de William, James Wallace, que desde o princípio é guiado pela mão do escritor para virar padre. Ambos estudavam na abadia da cidade próxima ao povoado onde William e James viviam. O livro nos leva através de todo o caminho de William, desde a infância difícil até a maturidade, transformando em um guerreiro.

E é ai que começam meus problemas com o livro. Talvez seja teimosia minha, talvez só eu não tenha gostado muito dessa releitura, mas eu não consegui gostar da narrativa proposta por Whyte. Não consegui me envolver na história, como me envolvi quando li as Crônicas de Arthur, do Cornwell (o princípio é o mesmo. Vemos a História de Arthur através dos olhos de um fiel guerreiro, Derfel). Quando o protagonista não me incentiva a continuar lendo a história do ponto de vista dele, eu raramente consigo gostar do livro. Outra mudança muito inusitada que eu percebi é que Willian Wallace, nesse livro, É UM ARQUEIRO.

O livro fala que desde que William e James fugiram dos soldados ingleses quando estes destruíram sua casa, eles conheceram um caçador na floresta onde estavam escondidos. Os ensinamentos do caçador estimulou muito o interesse de Wallace no arco e na flecha, muito diferente do “Coração Valente” que todos estamos acostumados a imaginar (graças, principalmente ao filme dirigido e estrelado por Mel Gibson).

Mais uma vez eu digo, não sei se sou só eu que tenho essa opinião mas, eu não consigo visualizar William Wallace usando arco e flecha, sem uma espada de 2 mãos e cortando pernas e braços adoidado. Eu entendo a proposta do autor, mas acredito que eu esteja tão acostumado com o William Wallace do cinema que talvez demore um pouco para eu “aceitar” essa nova visão dos fatos (isso se eu aceitar).

Tirando o conteúdo, os livros de Whyte são bem escritos e estruturados. Em algumas partes ele se demora para descrever o interior de uma construção (senti uma pitada de Tolkien quando percebi isso), mas em um todo o livro tem um ritmo aceitável. Eu sinceramente espero que mude algo na narrativa durante o livro 2. Mas primeiro tenho de reler o livro 1, para ver se ainda me sinto do mesmo jeito para com ele, já que fazem mais de 1 ano que o li.

Bom essa foi minha opinião sobre “O Rebelde”. Se alguém descorda de algo que escreve, por favor sinta-se a vontade para comentar suas próprias opiniões sobre o livro, sobre o autor ou sobre o tema. Esperam que tenham gostado dessa primeira “resenha crítica de facto” do Biblioteca Temporal.

Por: Prof. Barbado

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