Biblioteca Temporal – Review 09 – As Aventuras de Sherlock Holmes, por Arthur Conan Doyle

Biblioteca Temporal – Review 09 – As Aventuras de Sherlock Holmes, por Arthur Conan Doyle

A Biblioteca Temporal da C.A.T.I.A. apresenta, um clássico do livros de mistério e suspense: As Aventuras de Sherlock Holmes, por Arthur Conan Doyle.

Ah! Sherlock Holmes, quem no mundo não o conhece, o detetive ficcional mais famoso de todos os tempos, que teve sua primeira aparição em estórias curtas de jornal, em 1887, e servindo de inspiração para outros personagens fictícios, mas que seguem o mesmo raciocínio e lógica do personagem criado pelo escocês Arthur Conan Doyle. Entre os personagens que influenciou o mais atual seria, sem sombra de dúvida, Gregory House, do seriado “House”.

Entre 1891 e 1893, um total de 24 histórias do detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes, foram publicadas no jornal londrino “The Strand”. As 12 primeiras histórias foram reunidas por Doyle em uma grande publicação intitulada “As Aventuras de Sherlock Holmes”.

O livro começa com uma das estórias de Holmes que o público menos escuta, comparando com “O Cão dos Baskervilles”, que tem um livro inteiro só para ele. “Para Sherlock Holmes, ela é sempre ‘a mulher’”, assim começa a primeira aventura de Holmes, intitulada “Um Escândalo na Boêmia”. Lógico que “A Mulher” acima é a inteligente e sedutora Irene Adler, que pode ser a única pessoa que já conseguiu enganar e “passar a perna” nas investigações do Sr. Holmes.

Entre os outros contos menos conhecidos encontram-se os intitulados “A Liga dos Ruivos”, em que é oferecido a um ruivo um emprego nessa “Liga”, mas nada passa de um estratagema para que os membros da gangue possam cavar um túnel embaixo de sua residência para chegar até um banco próximo; e o caso “O Homem de Lábio Torcido”, onde Sherlock Holmes deve investigar o desaparecimento de um senhor de nome Neville St. Clair. A mulher de St. Clair diz a Holmes que viu homens levando seu marido para um bairro perigoso de Londres e de lá nunca saiu.

É incrível com contos tipo Sherlock Holmes nos dizem tanto sobre o período que foram escritos. Entre as décadas de 1880 e 1900, os centros urbanos europeus cresceram de uma maneira incrivelmente rápida, graças a Revolução Industrial, se tornando quase impossível conhecer todos os cidadãos da cidade e abrindo uma brecha para o mistério policial, para crimes misteriosos que nem os melhores inspetores da Scotland Yard conseguiam solucionar e também podemos perceber o início da análise da cena do crime, onde tudo era analisado para se chegar a uma possível dedução para se chegar ao acusado.

Sem dúvida, As Aventuras de Sherlock Holmes é um livro merecedor de sua atenção, pois, além de ser uma coletânea de 12 histórias do detetive londrino, há histórias pouco conhecidas, as primeiras histórias que Doyle escreveu. O livro é muito importante por que é o primeiro livro dedicado só para Sherlock Holmes, e que abriu caminho para as publicações mais famosas e histórias mais elaboradas, como “O Cão dos Baskervilles” e “O Signo dos 4”.
Se você ainda não leu nada sobre Sherlock Holmes e suas aventuras com seu companheiro inseparável, Dr. Watson… O que está esperando? Vá a biblioteca ou livraria mais próxima e leia esse clássico da Inglaterra Vitoriana.

Por, Prof. Barbado.

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