Biblioteca Temporal – Review 07 – Eu, Robô – de Issac Asimov

(Cabine Critica eu robo)

Olá pessoal, novamente estamos de volta com as resenhas literais que vocês curtem a beça (eu espero). Comecemos então nossa jornada pelo mundo da literatura com uma obra genial, escrita pelo “pai da Robótica” Issac Asimov, “Eu, Robô” (sim, o mesmo título do filme estralado por Will Smith).

Eu, Robô é um livro formado por uma coletânea de contos de ficções-científicas escritas pelo russo Isaak Yudavich Azimov, tornando se um dos maiores clássicos de ficção-científica. Esses contos passariam a influenciar muitas obras do gênero até hoje, com suas ideias ousadas e conteúdo fortemente filosófico a respeito do ser humano querendo criar algo “a sua imagem e semelhança” (os robôs).

Foi com esse livro, com sua primeira edição de 1950, que Asimov cunhou o termo “Robótica” que usamos hoje em dia e também criou as Três Leis da Robótica, que serviriam para guiar a “consciência”, a inteligência artificial dos robôs do futuro. As três leis são as seguinte:

1)Um robô não pode ferir um humano ou, pela inação, deixar que um humano seja ferido;
2)Um robô deve obedecer às ordens dadas pelos humanos, a não ser que essa ordem seja de ferir outro ser humano. Isso entraria em conflito com a primeira lei;
3)Um robô tem que se autopreservar, a não ser que essa autopreservação seja contrária as leis anteriores.

Com essas leis regendo o “futuro” visto por Asimov, ele começa a dissertar sobre como seria esse mundo, se algum dia surgiria alguma “anomalia sistêmica” na própria inteligência artificial que culminaria em uma revolução, tanto para a raça humana como para os robôs.

Como podem perceber essa ideia de uma “revolta das máquinas” influenciou inúmeros trabalhos tanto literais quanto cinematográficos. Alguns exemplos são: a série “O Exterminador do Futuro”; a trilogia “Matrix” e o próprio filme homônimo ao livro de Asimov “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith e James Cromwell, que interpreta o próprio Issac Asimov, sendo ele o engenheiro chefe e presidente da US-Robotics, empresa fictícia com sede em Chicago que fabrica robôs para trabalhar tanto em casa quanto em serviços mais pesados.

Apesar de ser uma obra respeitada, o autor não é exatamente um prodígio a respeito do próprio ato de escrever, às vezes tornando até a leitura um pouco maçante ou deixando a desejar, mas seu estilo de ficção misturado com fantasia, suas incríveis observações sobre a evolução da robótica e a evolução do ser humano junto a tecnologia servem de alicerces para várias indagações, criações e interpretações que já foram feitas e que ainda acontecerão, tornando “Eu, Robô” uma das principais obras da ficção-científica de todos os tempos, juntamente com a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams.

Postado por: Prof. Barbado

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