Biblioteca Temporal – Review 12 – Moby Dick, por Herman Melville

Biblioteca Temporal – Review 12 – Moby Dick, por Herman Melville

A Biblioteca Temporal da C.A.T.I.A. apresenta, a primeira resenha de um livro que marcou minha infância e a de muitos leitores ávidos: Moby Dick, por Herman Melville

Moby Dick, um dos livros mais conhecidos do mundo com a história mais ambientalmente incorreta. Mas não podemos culpar o autor, pois a época em que ele viveu e escreveu sobre a caça às baleias era completamente diferente da era atual.

Herman Melville, nascido em agosto de 1819, é considerado um dos principais escritores norte-americanos de todos os tempos. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos, infelizmente. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance Moby Dick, alcançaria no século XX. O livro, dividido em três volumes, publicado em 1851 com o título de “A Baleia” e não obteve sucesso de crítica quando foi lançado, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor.

Quando era criança, Melville teve escarlatina, o que afetou permanentemente sua visão. Mudou-se com a família, em 1830, para Albany, no Estado de Nova York, onde frequentou a Albany Academy. Após a morte do pai, em 1832, teve de ajudar a manter a família (então com oito crianças). Assim, trabalhou como bancário, professor e agricultor. Em 1839, embarcou como ajudante no navio mercante St. Lawrence, com destino a Liverpool e, em 1841, no baleeiro Acushnet, a bordo do qual percorreu quase todo o Pacífico. Quando a embarcação chegou às ilhas Marquesas, na Polinésia francesa, Melville decidiu abandoná-la para viver junto aos nativos por algumas semanas. As suas aventuras como “visitante-cativo” da tribo de canibais Typee foram registadas no livro Typee, de 1846, seu primeiro romance.

Em 4 de agosto de 1847, Melville casou com Elizabeth Shaw e, em 1849, lançou seu terceiro livro, Mardi. Em 1850, Melville e Elizabeth mudaram-se para Arrowhead, uma quinta em Pittsfield, Massachusetts (atualmente um museu), onde Melville conheceu Nathaniel Hawthorne, a quem dedicou Moby Dick, publicado em Londres, em 1851. O fracasso de vendas de Moby Dick e de Pierre, de 1852, fez com que o seu editor recusasse o manuscrito, hoje perdido, The Isle of the Cross.

Herman Melville morreu em 28 de setembro de 1891, aos 72 anos, em Nova York, em total obscuridade. O obituário do jornal The New York Times registrava o nome de “Henry Melville”. Depois de trinta anos guardado numa lata, Billy Budd, o romance inédito na época da morte de Melville foi publicado em 1924 e posteriormente adaptado para ópera, por Benjamin Britten, e para o teatro e o cinema, por Peter Ustinov.

Uma das frases mais célebres de Herman foi: “Um navio baleeiro foi minha Universidade de Yale e minha Harvard”.

Moby Dick Conta a Seguinte História:

Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater – a temível “Moby Dick” -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas.

Mas, eu aviso que qualquer resumo simples da trama, tão complexa, construída por Melville, seria uma grande injustiça para com esse incrível livro. Você tem que ler para ver o quão intrigante a história é.

Moby Dick se tornou um dos grandes clássicos mundiais no século XX e realmente vale a pena ser lido e relembrado.

Fonte:
1001 Livros que você tem de ler antes de Morrer, Ed. Sextante.

Por: Prof. Barbado

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