Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 27 de Junho – Revolta do Encouraçado Russo Potemkin

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 27 de Junho – Revolta do Encouraçado Russo Potemkin

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 27 de Junho de 1905, quando uma revolta na Marinha Imperial Russa se iniciou, tento como principais participantes os marinheiros e comandantes do maior encouraçado russo da época, o Potemkin.

A eclosão de um motim a bordo do Potemkin, o principal encouraçado da frota de guerra russa, em 27 de junho de 1905, passou despercebido numa Rússia sacudida por uma primeira revolução e uma guerra desastrosa contra o Japão. Porém, adquiriu notoriedade mundial, ao patamar de mito, em virtude do filme realizado pelo cineasta Serguei Eisenstein.

Depois de sua derrota em Tsushima, um mês antes, diante da armada japonesa, a marinha do tzar Nicolau II foi agitada por movimentos diversos e os oficiais tiveram dificuldade em se fazer respeitar pelos marinheiros. Em terra, por todo o país, se multiplicavam greves e rebeliões em seguida ao “Domingo Vermelho” de 22 de janeiro de 1905 em São Petersburgo.
Sobre o encouraçado Potemkin, que levava o nome de um favorito da tzarina Catarina II, o comandante capitão Golikov, conseguia preservar a disciplina por meio de relativa humanidade com seus homens.

Enquanto realizava exercícios no Mar Negro, ao largo da cidade ucraniana de Odessa, o encouraçado era reabastecido como de costume com provisões. No começo da manhã, os marinheiros se aproximaram da comida recém colocada a bordo do navio, quando descobriram que a carne estava em putrefação, fétida e infestada de vermes. Mesmo assim o médico de bordo, doutor Smirnov, disse que a comida estragada seria “comestível” se fosse adicionado vinagre.

Chega a hora do almoço. No refeitório, os cozinheiros levam a marmita de bortsch, com a carne cozida. Os marinheiros recusam-se a comer e vaiam os cozinheiros. Alertado, o capitão tem a má ideia de mandar rufar tambores e reunir a tripulação sobre a ponte. Depois de breves palavras, pede seus comandados que aceitam comer que avancem dois passos. Por hábito e resignação, somente alguns veteranos obedecem. Sentindo-se afrontado, o capitão anuncia que não teriam outra coisa para comer.

Entre a tripulação figuravam alguns militantes revolucionários do partido socialdemocrata como seu chefe, Afatasy Matiuchenko. Eles haviam recebido de seu partido a consigna de preparar os marinheiros para uma insurreição geral da frota do Mar Negro.

Um marinheiro, de nome Vakulinchuk teria se aproximado do capitão e protestado duramente contra as condições de vida da tripulação. O capitão saca seu revólver e fere mortalmente o marinheiro.
Arrastada por Matiuchenko, a tripulação se amotina. Enquanto oito oficiais se juntam aos amotinados, contudo, o médico e diversos outros oficiais são mortos e atirados ao mar. O comandante não foi deixado de lado. Um oficial, Alexeiev, o prende sob vigilância estreita de Matiuchenko.

Os amotinados içam a bandeira vermelha da revolução e dirigem o encouraçado ao porto de Odessa. Ao entrar no porto, no final da tarde, os marinheiros do Potemkin não sabiam que a lei marcial havia sido decretada pelo general Kokhanov em seguida às greves operárias.

Na véspera, 26 de junho, uma manifestação havia sido selvagemente reprimida pela polícia e a cavalaria cossaca. O confronto sangrento entre os manifestantes e as forças da ordem, com centenas de mortos, prosseguiu no dia seguinte. E eis que surge o Potemkin, arvorando a bandeira vermelha.

A chegada do navio arrebata os líderes da greve que sobem a bordo e se aliam aos chefes dos amotinados. No dia seguinte, o cadáver do marinheiro Vakulinchuk é trazido a terra. Recebe homenagem emocionada de uma imensa multidão de operários e revolucionários.

A multidão excitada sobe a escadaria Richelieu de 240 degraus que liga o porto ao centro da cidade. O general Kokhanov aciona dois destacamentos de cossacos a cavalo. Do alto da escadaria, os cavaleiros massacram a multidão desarmada, fazendo centenas de vítimas, homens, mulheres e crianças. No fim do dia, sobre o cais vermelho de sangue e coberto de cadáveres só se percebe o pobre pálio que encobre o corpo do mártir Vakulinchuk.

Matiuchenko, respondendo a uma proposta de Kokhanov, assegura que os funerais dos mártires transcorreriam em calma se não ocorresse repressão. No dia seguinte, uma imensa multidão acompanhou o marinheiro à sepultura, bandeiras vermelhas à frente.

Todavia, tão logo se encerraram os funerais, soldados investem contra a multidão matando indistintamente homens e mulheres. Três marinheiros estavam entre as vítimas. A bordo do Potemkin, os marujos decidem bombardear o quartel-general instalado no teatro da cidade. Matiuchenko comanda o tiro, que só atinge casas habitadas por inocentes. Em decorrência manda suspender o bombardeio.

O navio solta as amarras. Barcos de barco de guerra vindos de Sebastopol pedem que os amotinados se tranquilizem. Os oficiais mostravam-se temerosos do risco de contágio revolucionário. Os navios se aproximam do Potemkin e este, sem desferir tiros, passa entre eles. Os amotinados gritam: “Viva a revolução!”. Os marinheiros da frota respondem “Hurra!”.

Prudentes, os oficiais resolvem recuar, Porém o encouraçado Jorge o Vitorioso encontra um modo de se aproximar do Potemkin. Matiuchenko se vê frente e frente com três navios de guerra. Resolve voltar a Odessa com o objetivo de buscar o apoio da população, mas é impedido por um dos navios. Matiuchenko ordena abrir fogo. Atingido o Jorge, o Vitorioso acaba encalhando num banco de areia antes de voltar ao combate.

Após errar pelas águas do Mar Negro, o Potemkin se dirige ao porto romeno de Constança onde os amotinados obtêm asilo político. Matiuchenko, num último gesto de desafio, envia proclamações surrealistas aos governantes do planeta e afunda propositadamente o mítico navio antes de botar o pé em solo romeno.

Dois anos mais tarde, o tzar Nicolau II promete uma anistia aos revolucionários de 1905. Os amotinados, desconfiados, preferem permanecer na Romênia. Com exceção de cinco deles que preferiram regressar à Rússia, entre eles Matiuchenko. Reconhecido na fronteira, é preso e depois enforcado. Seus quatro companheiros foram enviados à Sibéria.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1858 – Inaugurado o teatro São Pedro, em Porto Alegre.
1959 – O papa João XXIII concecora o presidente De Gaulle, da França, com a Ordem de Cristo.
1961 – Vacina Sabin, contra a poliomielite, é aprovada nos EUA.
1967 – O papa Paulo VI restabelece diaconato, pelo qual solteiros de mais de 25 e casados de mais de 35, podem auxiliar bispos e sacerdotes em suas funções.
1969 – A Espanha suspende a ligação por barcas entre Gibraltar e o continente.
1969 – Peru encampa todas as fazendas e engenhos de açúcar do país.
1971 – A África do Sul anuncia a obtenção de licenças para a construção de aviões supersônicos franceses.
1973 – O presidente do Uruguai, Juan María Bordaberry, dissolve o Congresso e cria um Conselho de Estado.
1975 – Brasil e Alemanha Ocidental firmam acordo pelo qual seria transferida ao Brasil a tecnologia necessária para a fabricação de combustível nuclear.
1979 – O presidente Figueiredo envia ao Congresso o projeto de anistia aos que houvessem cometido crimes políticos de 1961 a 1978.
1990 – O presidente dos EUA, George Bush, anuncia um pacote de medidas, chamado Iniciativa pelas Américas, para ajudar os países da América Latina.
1996 – As Mães da Praça de Maio, argentinas cujos filhos desapareceram entre 1976 e 1983, fazem a milésima marcha semanal.
1997 – Países participantes da Conferência de Bruxelas, entre eles o Brasil, assinam tratado que estabelece a proibição definitiva das minas terrestres.
2002 – Autoridades colombianas desafiam FARC e reassumem os cargos aos quais tinham renunciado poucos dias antes, por pressão dos guerrilheiros.
2003 – Os grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmico anunciam a decisão de interromper por três meses os ataques contra israelenses.
2004 – China executa 17 condenados por tráfico ilegal de drogas. A Anistia Internacional criticou o emprego da pena de morte e pediu que o governo chinês abandonasse a prática.

Fonte:

Opera-Mundi

Barsa Saber

Redação Terra

History Channel

Gostou do Post?

Curta e compartilhe a page >> Cabine do tempo no facebook! e o Twitter do cabine do tempo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *