Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 23 de Outubro – Até tu Brutus?

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 23 de Outubro – Até tu Brutus?

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 23 de Outubro do ano de 42 a.C  quando Marcos Junio Brutus, um conspirador e político romano, cometeu suicídio em um dia como este, , após a derrota na segunda Batalha de Filipos. Dois anos antes, Brutus havia se juntado a Caio Cássio Longino na conspiração que resultou no assassinato do ditador romano Júlio César, acreditando dar um golpe pela restauração da república romana. No entanto, o resultado do assassinato de César foi um ciclo de guerras civis, com as forças republicanas de Brutus e Cássio disputando a supremacia contra Otaviano e Marco Antônio.

Depois de ser derrotado por Antônio na batalha de Filipos, na Grécia, em outubro de 42 a.C, Cássio tirou a própria vida. Em 23 de outubro, o exército de Brutus foi esmagado por Otaviano e Antônio em um segundo encontro em Filipos, quando Brutus se matou. Mais tarde, Antônio e Otaviano tornaram-se inimigos e lutaram um contra o outro. No ano 27 a.C, o ideal da república romana havia sido perdido para sempre, e o que se viu foi a ascensão de Otaviano como César Augusto, o primeiro imperador de Roma.

No antigo império romano, existiu um imperador, bastante afamado que foi Júlio César. Júlio César tornou-se Imperador em razão de seu brilhantismo como político e estrategista militar. Governou províncias, conquistou territórios e ganhou batalhas nas guerras civis romanas.

Tinha grande popularidade. Seu nome é cultuado até os dias de hoje.
César era considerado um homem bondoso. A prova disso é que adotou o filho de sua amante, um menino chamado Marco Brutus. Este foi bem educado e também tornou-se um estrategista militar, chegando a governar províncias de Roma. Mais tarde, graças à influência do pai, Brutus chegou ao senado romano.

De acordo com a história, quando César tomou o poder como imperador entrou em choque com o senado.
Houve disputa pelo poder, provocando desentendimentos. Os senadores revoltados formaram um conluio que se voltou contra César. O resultado deste conluio foi o assassinato de César. Quem desferiu os golpes que provocaram a sua morte foi Brutus.

Se analisarmos a história até aqui poderemos concluir que Brutus foi um ingrato, uma pessoa de caráter degenerado. Todavia a história oficial conta que César estava muito envaidecido com o poder que tinha conquistado demonstrando intenções de acabar com o senado romano, a fim de que pudesse comandar sozinho Roma. Séculos depois, o grande dramaturgo William Shakespeare escreveu uma peça teatral onde ele interpreta este período histórico.

O nome da peça é Júlio César. No início da peça, Shakespeare mostra Brutus como um homem dividido: além de ser filho de César é também um homem público, um senador romano. Ele ama o pai e nutre uma grande gratidão por ele. Por outro lado, teme as reações deste pai enquanto imperador, pois bem sabe o quanto o poder torna o seu pai cego. O trecho mais significativo dessa obra de Shakespeare é a fala onde Brutus justifica-se perante o senado romano explicando o porquê de ter se voltado contra o pai. Brutus assim diz: Romanos, cidadãos e amigos! Ouvi a exposição da minha causa e fazei silêncio, para que possais ouvir. Crede em minha honra e respeitai minha honra para que possais acreditar nela. Julgai-me segundo vossa sabedoria e ficai com os sentidos despertos para que possais julgar melhor. Se houver alguém nesta reunião, algum amigo afetuoso de César, dir-lhe-ei que o amor que Brutus dedicava a César não era menor
do que o dele.

E se esse amigo, então, perguntar por que motivo Brutus se levantou contra César, eis a resposta: não foi por amar menos a César, mas por amar mais a Roma. Que teríeis preferido: que César continuasse com vida e Vós todos morrêsseis como escravos, ou que ele morresse, para que todos vivessem como homens livres? Por me haver amado César, pranteio-o, por ter sido ele feliz, alegro-me, por ter sido valente, honro-o; mas por ter sido ambicioso, matei-o. Logo: lágrimas para sua amizade, alegria para sua fortuna, honra para seu valor e morte para sua ambição. Haverá aqui, neste momento, alguém tão vil que deseje ser escravo? Se houver alguém nessas condições, que fale porque o ofendi. Haverá alguém tão grosseiro para não querer ser romano? Se houver que fale porque o ofendi. Haverá alguém tão desprezível que não ame sua pátria? Se houver que fale porque o ofendi. Faço pausa, para que me respondam

Brutus antes de ser filho de César era um homem preocupado com seu país e não desejava que este país fosse governado por um tirano. Assim, por amar a liberdade, Brutus insurgiu-se contra aquele que lhe dera uma casa e educação. Brutus não amava menos seu pai, amava mais seu país. Brutus não amava menos a César, amava mais a liberdade e a igualdade. O sentimento de liberdade de Brutus contrastava com os ímpetos de tirania e opressão de César. Por isso voltou-se contra César.
Em nossa vida, muitas vezes nos deparamos com situações similares a de Brutus e de César. Situações onde temos vontade de agir de certa forma, contrariando a vontade de um ente querido. Acabamos por oprimir nossas vontades, para realizar as vontades de nossos entes queridos. Vamos dizer que são como César que tentam cercear nossa liberdade e impedem o desenvolvimento de nossa Roma. Vamos dar alguns exemplos: a) o filho que para atender a expectativa de seu amado pai escolhe cursar uma faculdade que não é de seu agrado, porém do pai; b) a mulher que deixa de namorar um rapaz de seu interesse em função da desaprovação das amigas; c) o cônjuge que se sujeita a realizar caprichos da companheira mesmo não concordando somente para agradá-la.
Simbolicamente falando, os césares de nosso cotidiano não percebem a ingerência invasiva que fazem sobre a nossa Roma. Assim matar metaforicamente estes césares é defender a nossa Roma. Roma simboliza nossos valores, nossas crenças e nossa liberdade de expressão. Defender Roma é conseguirmos nos colocar melhor, não contrariarmos os nossos sentidos, nem os nossos valores, saber falar não. Enfim, defender Roma é dar valor para nós mesmos independente da aprovação do outro. Matar César é fazer como Brutus, defender aquilo que acreditamos. Felizmente vivemos em tempos onde os conflitos não precisam ser resolvidos por meio de conluios mortais.

Basta conversarmos com amorosidade e objetividade. Aprender a expor nossos pensamentos e saber defender nossos valores. E não nos deixar invadir em razão do amor que sentimos pelos césares com medo de sermos retalhados ou procurando evitar sentimentos de culpa e remorso. É importante lembrar que nascemos livres para optar e exercer o livre arbítrio. Portanto, é importante sabermos colocar e defender nossas idéias. É o mesmo que defender nossa Roma.
Ponto de reflexão: Quantos césares existem em sua vida? Será que você consegue defender a sua Roma?
Será que você ama mais os césares do que a Roma?

Abaixo a romantização da morte de Julio Cesar no seriado Roma:

 

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1739 – A Espanha declara guerra à Inglaterra.
1812 – O exército de Napoleão inicia em Moscou sua retirada da Rússia.
1817 – Nasce Pierre Athanase Larousse, enciclopedista francês.
1821 – Declarada a liberdade de imprensa no Peru pelo general José de San Martin.
1906 – O brasileiro Santos Dumont realiza em Paris um vôo de 70 metros, a dois metros de altura, com o 14-bis, avião construído por ele.
1932 – Morre o etíope Abebe Bikila, vencedor da maratona Olímpica de Roma, em 1960, correndo descalço. Ficou paraplégico em um acidente rodoviário.
1940 – Nasce Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos.
1944 – Americanos e japoneses iniciam no mar filipino, a maior batalha naval da Segunda Guerra Mundial.
1951 – Nasce o músico argentino Charly Garcia.
1954 ¿ A Grã-Bretanha, a França, os Estados Unidos e a União Soviética concordam em terminar a ocupação da Alemanha.
1956 – Ocorre na Hungria uma rebelião popular contra o regime comunista-estalinista. O político reformista Imre Nagy torna-se primeiro-ministro, iniciando mudanças no país e anunciando a retirada do Pacto de Varsóvia.
1958 – Boris Pasternak, escritor russo, vence o prêmio Nobel de Literatura, pela obra Doutor Jivago. O governo soviético havia criticado a obra.
1966 – Nasce a atriz Cláudia Raia.
1966 – Nasce o piloto italiano Alessandro Zanardi, piloto da Fórmula Indy e da Fórmula-1.
1969 – Nixon anuncia a retirada norte-americana do Vietnã.
1978 – A troca de documentos em Tóquio termina, formalmente, com quatro décadas de hostilidade entre a China e o Japão.
1988 – O furacão Ruby afunda o barco Dona Marylin, no mar das Filipinas. 566 pessoas viajavam na embarcação.
1998 – As bolsas de valores de todo o mundo são atingidas pela queda da bolsa de Hong Kong. A Bovespa, em São Paulo, fecha em baixa de 8,15%.
2001 – O secretário de Imprensa da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que testes confirmaram presença de antraz no setor de recebimento de correio da Casa Branca.

 

Fonte:

Redação Terra

History Channel

Gostou do Post?

Curta e compartilhe a page >> Cabine do tempo no facebook! e o Twitter do cabine do tempo!

Um comentário sobre “Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 23 de Outubro – Até tu Brutus?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *