Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 23 de Junho – Napoleão Invade a Rússia

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 23 de Junho – Napoleão Invade a Rússia

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 23 de Junho de 1812, quando Napoleão Bonaparte e seu exército de quase 600 Mil de soldados invade a parte européia do Império Russo, iniciando a conhecida Campanha Russa das Guerras Napoleônicas.

A Invasão francesa da Rússia em 1812, também conhecida como a “Campanha Russa” ou “Guerra Patriótica de 1812” na Rússia, foi um daqueles clássicos pontos de “Virada de Maré” durante as Guerras Napoleônicas. Reduziu a dimensão das forças francesas e forças aliadas (o Grand Armée) para uma pequena fração de sua força inicial, e provocou uma grande mudança na política europeia uma vez que enfraqueceu dramaticamente a hegemonia francesa na Europa. A reputação de Napoleão como um génio militar invencível foi severamente abalada, enquanto antigos aliados do Império Francês, primeiro o Reino da Prússia e depois o Império Austríaco, romperam a sua aliança com a França, e trocaram de lado, desencadeando a guerra da Sexta Coalizão.

A campanha começou em 23-24 de junho de 1812, quando as forças de Napoleão atravessaram o rio Neman, na fronteira entre o Ducado da Polônia (aliado de Napoleão) e o Império Russo. Napoleão pretendia obrigar o imperador da Rússia, Alexandre I, a permanecer no Bloqueio Continental do Reino Unido; um objetivo principal era acabar com a ameaça de uma invasão russa da Polônia, estado fantoche recém-criado por Napoleão.

Quase meio milhão de homens, o Grand Armée, marchou pela Rússia Ocidental, ganhando uma série de pequenas escaramuças e uma grande batalha (Batalha de Smolensk), entre 16 e 18 de Agosto, contra os soldados russos. No entanto, no mesmo dia, a ala direita do exército russo, sob o comando do general Peter Wittgenstein, bloqueou parte do exército francês, liderado pelo marechal Nicolas Oudinot, na Batalha de Polotsk. Esta ação impediu os franceses de avançar sobre a capital russa da época, São Petersburgo; o destino da guerra tinha que ser decidida na frente de Moscou, onde o próprio Napoleão liderou suas forças.

Embora os russos tenham utilizado a política da “Terra Arrasada” e, por vezes, tenham atacado o inimigo com a cavalaria ligeira cossaca, o seu exército principal retirou-se por cerca de três meses buscando a ajuda do inverno para derrotar o grande “Leviatã” de 500 mil soldados inimigos. Este recuo prejudicou a confiança no marechal-de-campo Michael Andreas Barclay, levando Alexandre I a nomear um veterano, Príncipe Mikhail Kutuzov, o novo comandante-em-chefe. Finalmente, em 7 de setembro, os dois exércitos encontraram-se perto de Moscou, na Batalha de Borodino. A batalha resultou na maior e mais sangrenta ação em um único dia, durante as Guerras Napoleônicas. Envolveu mais de 250 mil soldados e resultou em pelo menos 70 mil mortos. Os franceses capturaram o campo de batalha, mas não conseguiram destruir o exército russo. Além disso, Napoleão estava ficando sem reservas de soldados e sem mantimentos para manter-se em batalha contra os russos, que estavam lutando em território próprio

Napoleão entrou Moscou no dia 14 de setembro, depois de o exército russo ter, novamente, recuado. Mas, por essa altura, os russos tinham já evacuado a cidade e até libertado criminosos das prisões para complicar o avanço francês. Além disso o governador da cidade, o conde Fyodor Rostopchin, ordenou que a cidade fosse incendiada. Alexandre I recusou-se a capitular, e as conversações de paz iniciadas por Napoleão falharam. Em outubro, sem um sinal de vitória clara, Napoleão começou a sua retirada desastrosa de Moscou, durante o período de chuvas e lama habituais no outono russo.

 

Na Batalha de Maloyaroslavets, os franceses tentaram chegar a Kaluga, onde poderiam encontrar alimentos para os homens e para os animais. Mas o exército russo, bem alimentado, bloqueou a estrada, e Napoleão foi forçado a recuar pelo mesmo caminho de onde tinham vindo desde Moscou, através das áreas fortemente devastadas ao longo da estrada de Smolensk. Nas semanas seguintes, o grande armée sofreu golpes catastróficos como o início do Inverno Russo, a falta de suprimentos e constantes ataques de camponeses russos e tropas irregulares. Quando as tropas do exército de Napoleão atravessaram o rio Berezina em novembro, só restavam 27 mil soldados; o “grand armée” tinha perdido 380 mil homens e 100 mil tinham sido feitos prisioneiros. Napoleão abandonou os seus homens e voltou para Paris para proteger a sua posição como Imperador e preparar-se para resistir aos avanços dos russos. A campanha terminou a 14 de dezembro de 1812, quando as últimas tropas francesas deixaram a Rússia.

Um evento de proporções épicas e de grande importância para a história da Europa, a invasão francesa da Rússia tem sido objeto de muita discussão entre os historiadores. A importância da campanha na cultura russa pode ser vista na obra de Liev Tolstoi, “Guerra e Paz”; na composição de Tchaikovsky, Abertura 1812; e a sua identificação com a invasão alemã de 1941-1945, que se tornou conhecida como a Grande Guerra Patriótica na União Soviética.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1861 – Inaugurada a estrada de rodagem União e Indústria, entre Petrópolis – RJ e Juiz de Fora – MG.
1907 – Nasce a atriz e humorista Dercy Gonçalves.
1940 – Hitler faz uma visita à cidade de Paris.
1961 – É proibida a atividade militar na Antártica.
1964 – O papa Paulo VI informa que a Igreja vem estudando as questões relativas ao controle da natalidade por anticoncepcionais.
1966 – Morre atropelado, aos 81 anos, o professor Maurício de Medeiros, membro da ABL.
1970 – EUA e Japão renovam tratado de segurança, provocando amplos protestos em Tóquio.
1981 – O governo do Reino Unido anuncia que a taxa de desemprego no país se elevou a 11,1%, a mais alta dos últimos cinquenta anos.
1988 – Brasil apoia a OLP na criação de estado palestino soberano.
1993 – Câmara aprova reajuste mensal para trabalhadores, aposentados e pensionistas e autoriza o poder executivo a estender o benefício aos servidores civis e militares.
1996 – Paulo César Farias é assassinado em sua casa de praia perto de Maceió.
1999 – Embraer é escolhida como a empresa de 1998 pela revista Exame.
2002 – Cientistas anunciam a descoberta de duas novas espécies de macacos na Amazônia brasileira.

Fonte:

Barsa Saber

Opera-Mundi

Redação Terra

History Channel

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