Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 16 de Abril – Lenin!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 16 de Abril – Lenin!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 16 de abril de 1917 quando as Teses de Abril uma série de pontos expostos pelo líder comunista Vladímir Ilich Uliánov Lenin, após seu regresso à capital da Rússia, Petrogrado. As teses trataram diferentes áreas, como a atitude bolchevique em relação à Primeira Guerra Mundial, ao Governo Provisório, e sobre como a Rússia devia ser governada em seu futuro, além do destino dos bolcheviques. As medidas propostas por Lenin incluíam a não cooperação com o Governo provisório (o qual tachou de “burguês”); oposição à guerra mundial iniciada por interesses burgueses entre os governos destes; e a abolição da polícia, exército e burocracia estatal, a qual, ele argumentou, privilegiavam os objetivos para o domínio da burguesia russa. Lenin também argumentou contra as democracias parlamentares e convocou o controle do Estado por parte dos trabalhadores através dos soviéticos.

Lênin era filho de Ilia Ulianov, um alto funcionário do governo russo, quase um membro da nobreza. Sua origem familiar, tanto pelo lado paterno quanto materno, foi sempre um grande embaraço aos biógrafos da Rússia pós-Revolução Soviética, pois além da posição social, o fundador da União Soviética tinha ascendência de mongóis e judeus.

Durante a adolescência, orgulhava-se das suas origens nobres, segundo o historiador Orlando Figes, da Universidade de Cambridge, um dos maiores estudiosos da história da Rússia. Somente com a execução do irmão Alexandre – envolvido em um grupo terrorista que tentou assassinar o czar – foi despertada a ira de Vladimir Ulianov contra o regime autocrático em seu país.

Sua atividade revolucionária teve início na década de 1890, quando formou um grupo marxista em São Petersburgo (depois Petrogrado), no qual conheceu Nadejda Krupskaya, que viria a se tornar sua esposa. A tarefa que Lênin tomou para si, inicialmente, foi adaptar a teoria marxista do século 19 à realidade russa do século 20 e provar que – ao contrário das teses de Marx – uma revolução comunista era possível também num país como a Rússia, onde o capitalismo mal dava seus primeiros passos.

Além disso, propôs a tese do “centralismo democrático”, segundo a qual os marxistas podem discutir livremente entre si antes de agir, mas, na hora da ação, sua obrigação é obedecer, com disciplina militar, à liderança partidária.

Eram vários os grupos revolucionários que atuavam na Rússia no início do século 20. Lênin tentou promover a união dos marxistas russos, mas suas posições duras e radicais acabaram por dividir o Partido Social Democrata Russo em duas facções, o grupo menchevique, de caráter mais moderado, e o grupo bolchevique, leninista e radical.

A chamada revolução russa, de 1917, aconteceu em meio à Primeira Guerra Mundial, da qual a Rússia participava e de maneira desastrosa. Esse foi o grande estopim do descontentamento popular contra o governo czarista, que viu seus próprios soldados se voltarem contra si. Foram os jovens soldados, mais do que os camponeses e operários, que promoveram a revolução democrática de março de 1917, que acabou levando ao poder o líder menchevique Alexander Kerensky, que, sob o título de Ministro-presidente, proclamou a República na Rússia.

A inconformidade com o czarismo se acentuou na Rússia e o processo revolucionário tomou rumos mais organizados para efetivação. Em fevereiro do mesmo ano, o Partido Menchevique começou a implementar medidas que causariam a mudança da tradicional estrutura do país. Entretanto, o grupo mais radical não estava satisfeito com alterações, queria mais radicalização e impactantes mudanças na Rússia. Essa era a postura do Partido Bolchevique, liderado por Lênin. Em outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o controle da revolução e o poder russo. Lênin foi eleito presidente do Conselho dos Comissários do Povo, combateu com voracidade os adversários do povo. Em meio ao processo revolucionário, o czar Nicolau II foi punido com a morte.

O governo provisório de Kerensky, no entanto, não retirou o país da guerra, de modo que ele permaneceu num estado anárquico, marcado pela disputa de poder entre os sovietes (conselhos populares), pelas greves, pelas manifestações de protesto e pelos motins dos soldados. Nessa atmosfera, Lênin e seus partidários, Stálin e Trotsky, reivindicavam “todo o poder aos sovietes “e comandaram uma insurreição que depôs Kerensky e elegeu o primeiro governo soviético, constituído exclusivamente por bolcheviques.

Era o início da ditadura de um partido único, que esmagaria com violência qualquer oposição. Para isso, Lênin criou a Tcheka – uma polícia política secreta, cujos espiões não só tinham plenos poderes como deles usavam e abusavam.

O novo regime promoveu o armistício com a Alemanha, em março de 1918, mas a Rússia já se encontrava em estado de guerra civil, com os “brancos” (contra-revolucionários) enfrentando os “vermelhos”. Para enfrentar a situação, Lênin instituiu o chamado “comunismo de guerra” (1918-1921), mas a situação só começou a se amenizar quando ele organizou a NEP (Nova Política Econômica), que marcou um retorno parcial à economia capitalista.

Em maio de 1922, Lênin foi acometido por uma crise de hemiplegia e teve de se afastar do poder, pelo qual competiam seus companheiros mais próximos, Stálin e Trotsky, adversários ideológicos e pessoais. Lênin morreu dois anos depois.

Em alguns momentos, Lênin utilizou de mecanismos da economia de mercado, mas era ação integrante de sua política comunista na Rússia que influenciou o restante do mundo, mesmo que fosse necessário “recuar um passo para avançar dois”, como costumava dizer. Lênin participou da fundação da União Soviética e criou uma corrente teórica chamada leninismo que influenciou partidos comunistas em todos os lugares.

No mesmo ano da criação da União Soviética, 1922, Lênin contraiu uma doença que o levaria à morte em 21 de janeiro de 1924. Seu corpo foi embalsamado e permanece até hoje exposto em seu mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou.

Atribuídos exclusivamente a seu sucessor, Stálin, pelos intelectuais ocidentais durante décadas, o caráter ditatorial e os crimes políticos do governo de Lênin só foram revelados (e ainda parcialmente) com o fim do regime soviético em 1991.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1705 – A rainha Anne da Inglaterra concede a Isaac Newton o título de Cavaleiro do Império Britânico. Newton é reconhecido como um dos maiores cientistas da história, famoso por sua teoria da gravidade universal.

1854 – Um terremoto destrói San Salvador, transferindo a capital de El Salvador, provisoriamente, a Cojutepeque.

1866 – A Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) declara guerra contra o Paraguai. A batalha se estendeu até 1870, custando a este país 500 mil mortos e a ruína econômica.

1889 – Nasce o cineasta britânico Charles Chaplin.

1909 – Pelo menos 30 mil armênios são chacinados por soldados turcos, na região de Adana, na Silícia. O tumulto começou quando um armênio matou dois turcos a tiros.

1917 – Chegada de Vladimir Ilyich Lênin a Petrogrado, após anos de exílio.

1922 – A União Soviética restabelece relações diplomáticas com a Alemanha, quatro anos depois do fim da Primeira Guerra Mundial.

1941 – Tropas alemãs invadem Sarajevo e destroem a principal sinagoga da cidade.

1943 – O químico Albert Hoffman consome acidentalmente o LSD-25, droga que ele havia criado em 1938, e descobre seus efeitos alucinógenos.

1945 – Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética inicia uma ofensiva militar contra Berlim.

1948 – A Organização Européia de Cooperação Econômica é fundada em Paris, se constituindo em um dos primeiros passos para a unidade européia e o futuro Mercado Comum.

1959 – O Ballet Bolshoi faz sua estréia americana no Metropolitan Opera House com a apresentação de Romeo e Julieta.

1970 – Começa, em Viena, a conferência Salt, entre a União Soviética e os Estados Unidos, na qual os países trataram sobre a limitação de armas estratégicas.

1973 – É determinado pelo governo brasileiro que toda revista tem que se submeter à censura. São proibidas 46 publicações estrangeiras e 14 nacionais.

1982 – A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, proclama a nova Constituição do Canadá e pôs fim à dominação inglesa no país.

1984 – Uma grande manifestação, com 1,3 milhão de pessoas, em São Paulo, pede o restabelecimento das eleições democráticas no Brasil.

1985 – O governo da África do Sul abole a lei que proíbe o casamento entre negros e brancos.

1986 – O Congresso Nacional brasileiro aprova o Plano Cruzado.

1986 – Raul Alfonsin propõe a fundação da Segunda República na Argentina e a transferência da capital a Viedma, no sul do país.

1992 – Entra em vigor no Vietnã a nova Constituição, que permite a propriedade privada.

Fonte:

Redação Terra

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