Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 15 de Novembro – Guerra Afeganistão!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 15 de Novembro – Guerra Afeganistão!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 15 de novembro de 1991 quando uma delegação de rebeldes do Afeganistão e das autoridades soviéticas chegaram a um acordo para por fim a treze anos de guerra e preparar eleições democráticas. Esta invasão teve outras consequências bastante significativas. Por exemplo, quase 60 países se negaram a participar nos Jogos Olímpicos de 1980 realizados em Moscou e no período da invasão, milhares de afegãos buscaram refúgio nos países vizinhos. Foi realizada uma feroz resistência contra os russos nas cordilheiras afegãs.

A invasão soviética ao Afeganistão, também conhecida como Guerra Afegã-Soviética, foi um conflito armado de treze anos entre as forças soviéticas no apoio ao governo marxista do Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA) contra os rebeldes fundamentalistas islâmicos, principalmente os muyahidines. Este confronto começou em 1978. Ao longo do século XIX, o território do Afeganistão se viu severamente ameaçado pelos britânicos e pelos russos, que buscavam apoderar-se da região.

Na iminência de um governo marxista no Afeganistão, o primeiro-ministro Hafizullah Amin se recusa a ceder o poder para Babrak Karmal, então apoiado pela União Soviética. Este país envia o general Viktor Paputin para Cabul, com o objetivo de negociar com o governo, mas os resultados são negativos e, logo depois, as tropas soviéticas invadem o Afeganistão com mais de cem mil soldados motorizados e o auxílio de veículos e tanques blindados, além de uma artilharia pesada. Sem recursos, com seus equipamentos sabotados, a sede do governo sitiada, não resta outra alternativa senão a rendição dos afegãos, principalmente depois da morte de Amin.

Este confronto dura nove anos, com o líder comunista sustentado pelos soviéticos, e os rebeldes afegãos, conhecidos como mujahidin, apoiados pelos Estados Unidos, Paquistão e outros países muçulmanos, mais um dado estratégico na Guerra Fria entre as duas potências mundiais. Neste mesmo momento histórico ocorriam também a Revolução do Irã e o confronto entre Irã e Iraque. Alguns estudiosos acreditam que a Guerra do Afeganistão foi um marco que deu início a conflitos não mais de ordem ideológica, mas sim de cunho cultural, ou seja, entre diferentes identidades culturais – de um lado a civilização islâmica, de outro, a ocidental -, porém não se pode esquecer a preponderância dos interesses econômicos que hoje regem o mundo globalizado. A União Soviética principiou sua saída do país invadido no dia 15 de maio de 1988, completando a retirada em 15 de fevereiro de 1989. Muitos acreditam que a potência soviética teve prejuízos tão sérios com essa aventura, comparada a dos Estados Unidos no Vietnã, que acabaram por repercutir, em 1991, na queda da União Soviética.

A história do Afeganistão, porém, é bem mais complexa, e esse é apenas o início de uma longa e sangrenta guerra civil, que cobra tributos muito altos até os nossos dias. A derrota dos comunistas, porém, é neste instante uma vitória fundamental para os ortodoxos fundamentalistas e seus aliados islâmicos. Tanto quanto o auxílio militar e financeiro norte-americano, os afegãos receberam uma sustentação valiosa de países como a Arábia Saudita, que investiu até mais do que os Estados Unidos nesta região. Muitos soldados islâmicos de outros países entraram no Afeganistão, através do Paquistão, para lutar contra os soviéticos. Aliás, esta nação foi intermediária no repasse dos recursos ianques para o país invadido, pois acima de tudo os adeptos do Islamismo são contra os ocidentais, mais até do que anti-comunistas. Para melhor compreender a instabilidade desta área, é necessário perceber o caldeirão de etnias e línguas distintas que compõe o Afeganistão – convivem lado a lado pachtuns, grupo predominante no país, tadjiques, hazaras, os aimak, uzbeques, turcomenos e outros.

Em 1979, uma Revolução Islâmica triunfou no Irã, logo ao lado do Afeganistão. Estava aberto o precedente para um feito semelhante neste país, ainda mais quando ele se encontra acuado por tropas comunistas de um lado, e pressente do outro o perigo do domínio norte-americano, que já contagiava dois redutos importantes da região, Israel e Egito, e tudo fazia para seduzir a Arábia Saudita. É fácil perceber que, com a saída da União Soviética, grupos fundamentalistas, fortalecidos tecnológica e moralmente pelo apoio financeiro-militar recebido dos Estados Unidos e de países vizinhos, sustentados pelo resgate da sua auto-estima e por uma elevada tecnologia militar ao alcance das mãos – herança do confronto com os comunistas –, providos de um aparato ideológico pretensamente justificado pelo Islamismo, os afegãos estavam prontos para a Jihad, a Guerra Santa. Ironicamente este contexto se voltaria, futuramente, contra os maiores fomentadores destas circunstâncias, os Estados Unidos.

Após a retirada dos soviéticos, que abandonam o aliado marxista à própria sorte, os mujahidin entram em confronto com o governo comunista do então Presidente Mohammed Nadjibullah. Vitoriosos, eles substituem o comunismo do deposto Brabak Karmal por um regime muçulmano ultraconservador, o Talibã, contra o qual os norte-americanos, posteriormente, entrarão em conflito, gerando em 2001 uma nova Guerra nesta região do Oriente Médio, em conseqüência de um suposto apoio deste governo ao terrorista Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda.

 

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1831 – Começa em Recife a “novembrada”, um levante militar que exige o desarmamento dos portugueses.
1867 – Fundado em Rosário, na Argentina, o diário La Capital.
1889 – Proclamação da República no Rio de Janeiro pelo marechal Deodoro da Fonseca. É o começo de um regime democrático no Brasil.
1895 – Fundado no Rio de Janeiro o Clube de Regatas do Flamengo.
1902 – Rodrigues Alves assume a Presidência do Brasil após vencer Quintino Bocaiúva.
1906 – Affonso Pena torna-se presidente da república. Nilo Peçanha é o seu vice.
1910 – Posse do marechal Hermes da Fonseca como presidente da república. Ele é eleito para romper com a Política do Café com Leite.
1914 – Wenceslau Brás torna-se presidente do Brasil. Ele determinaria a entrada do país na Primeira Guerra Mundial.
1918 – A gripe espanhola ataca a população do Rio de Janeiro, causando 14.459 mortes. O presidente eleito Rodrigues Alves é uma das vítimas. Doente, ele não consegue tomar posse e seu vice, Delfim Moreira assume.
1920 – A Liga das Nações se reúne pela primeira vez: 41 países abrem a sua primeira sessão em Genebra.
1922 – Artur Bernardes toma posse como presidente da República. Por causa do descontentamento causado por sua eleição, governou sob Estado de Sítio.
1923 – Criada na URSS a OGPU, a organização que substituiu a Cheka, polícia política soviética. Mais tarde, seria convertida no Comitê de Segurança do Estado (KGB).
1923 – A Alemanha lança uma nova moeda na tentativa de controlar a hiperinflação que arrasou a economia do país.
1926 – Posse de Washington Luiz como presidente da República. Ele liberta presos políticos e abranda a censura à imprensa.
1928 – Acordo de limites entre Brasil e Colômbia traça a reta Tabatinga – Apaporis.
1932 – Congresso Revolucionário, reunindo tenentistas, decide fundar o Partido Socialista Brasileiro.
1938 – Termina a batalha do Ebro, a mais cruel e sangrenta da Guerra civil espanhola.
1940 – Segunda Guerra Mundial: fechado o gueto de Varsóvia, com 350 mil judeus reclusos.
1945 – Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha se recusam a dar a fórmula da bomba atômica à União Soviética.
1961 – Uma campanha nacional é lançada para apressar as discussões sobre a reforma agrária.
1980 – A Alemanha recebe a sua primeira visita do Papa em 200 anos.
1983 – A Argentina reitera seus direitos sobre as ilhas Malvinas na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
1987 – Romenos saem às ruas para protestar contra a miséria e a ditadura.
1987 – O piloto brasileiro Nélson Piquet conquista o tricampeonato mundial de Fórmula-1.
1989 – Fim do 1º turno das primeiras eleições presidenciais diretas no Brasil: Fernando Collor e Lula vão para o 2º turno.
1994 – Os líderes de dezoito países da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, a APEC, criam o maior mercado livre do planeta até então.

Fonte:

Redação Terra

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