Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 15 de Julho – A Queda de Jerusalém durante a Primeira Cruzada

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 15 de Julho – A Queda de Jerusalém durante a Primeira Cruzada

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 15 de Julho de 1099, quando Jerusalém, depois de um cerco de mais de um mês, é tomada pelos exércitos cristãos comandados por Godofredo de Bulhões e Raimundo IV de Tolouse.

O cerco de Jerusalém ocorreu durante a Primeira Cruzada, de 7 de junho a 15 de julho de 1099, opondo os cruzados à cidade de Jerusalém, sob o domínio do Califado Fatímida. Com a conquista de Jerusalém, a cruzada cumpriu os seus objectivos e foi estabelecido o Reino Latino de Jerusalém, que permaneceria uma entidade geopolítica na Palestina durante quase dois séculos.

Depois de concluído o cerco de Antioquia, que resultou num extremar da violência dos cruzados face aos muçulmanos e no massacre dos habitantes da cidade,1 os ocidentais continuavam com poucos mantimentos. Ineficazes na avaliação e protecção das linhas de provisões, os peregrinos sofriam com a fome generalizada e a falta de equipamento adequado. A pilhagem dos arredores de Antioquia levou a situações extremas, como o canibalismo no cerco de Ma’arrat al-Numan.

Descontentes, os nobres menores e os soldados ameaçaram seguir para Jerusalém sem os seus líderes mais notáveis. Sob esta pressão, em 13 de janeiro de 1099 Raimundo IV de Toulouse liderou a marcha para Jerusalém, descalço e vestido como um peregrino, deixando o seu grande rival Boemundo de Taranto livre para fundar o Principado de Antioquia.

Roberto II da Normandia e Tancredo de Altavila tornaram-se vassalos do poderoso conde de Toulouse, que pôde custear as despesas destes nobres. Godofredo de Bulhão recusou-se a fazer o mesmo, apoiado pelo seu irmão Balduíno de Bolonha, conde de Edessa desde 1098.

Percorrendo a costa do mar Mediterrâneo, os cruzados enfrentaram pouca resistência, uma vez que os pouco poderosos governantes muçulmanos locais preferiram comprar uma paz com provisões em vez de lutar. Também é provável que estes, pertencentes ao ramo sunita do Islão, preferissem o controlo de estrangeiros ao governo xiita dos fatímidas.

Em 7 de junho de 1099 os cruzados chegaram finalmente a Jerusalém, acampando no exterior da cidade. O exército cristão ficara reduzido a cerca de 1.200/1.500 cavaleiros e 12.000/20.000 soldados de infantaria, carentes de armas e provisões. Tal como em em Antioquia, Jerusalém foi sujeita a um cerco no qual os sitiadores terão sofrido tanto ou mais que os sitiados, devido à falta de alimentos e água.

Jerusalém estava bem preparada para o cerco, e o governador Iftikhar ad-Daula tinha expulso a maioria dos cristãos da cidade. Godofredo de Bulhão, Roberto II da Flandres e Roberto II da Normandia (que entretanto também abandonara Raimundo de Saint-Gilles para se juntar a Godofredo) cercaram as muralhas a norte e até à Torre de David. Raimundo montou o seu campo a oeste, da Torre de David até ao monte Sião.

O primeiro assalto direto às muralhas, em 13 de junho, foi um fracasso, e à medida que homens e animais morriam de fome e de sede, os cruzados sabiam que o tempo estava contra o seu exército. Pouco depois deste ataque, uma frota da República de Génova, liderada por Guilherme Embriaco, chegou ao porto de Jaffa. Os cristãos puderam então abastecer-se parcialmente e desmantelar os navios, usando a madeira destes e a apanhada em Samaria para construir torres de assalto.

No fim do mês de junho, depois de mais ataques fracassados, surgiu a notícia do avanço de um exército fatímida do Egito. Face a uma tarefa aparentemente impossível, um padre chamado Pedro Desidério ofereceu uma solução de fé: afirmou que uma visão divina lhe tinha dado instruções para que os cristãos jejuassem durante três dias e depois marchassem descalços em procissão ao redor das muralhas da cidade; estas cairiam em nove dias, da mesma forma que a Bíblia relata ter acontecido com Josué no cerco de Jericó.

Apesar de já há muito haver fome no campo cruzado, estes jejuaram e em 8 de julho realizaram a procissão, com o clero tocando trombetas e cantando salmos, sob o escárnio dos defensores de Jerusalém. A procissão parou no monte das Oliveiras, onde Pedro o Eremita, Arnulfo de Chocques e Raimundo de Aguilers pregaram os seus sermões.

Na noite de 14 de julho os cruzados começaram a usar as torres de assalto para se aproximarem das muralhas. Na manhã do 15 de julho (uma sexta-feira santa, sete dias depois da procissão), a torre de Godofredo de Bulhão alcançou a sua secção na porta do canto nordeste.

Vários nobres reclamariam a honra de terem sido os primeiros a penetrar em Jerusalém. Segundo uma das crónicas da época, a exacta sequência terá sido Letoldo e Gilberto de Tournai, depois Godofredo de Bulhão e o seu irmão Eustácio III de Bolonha, Tancredo de Altavila e os seus homens.4 Outros cruzados entraram pela antiga entrada dos peregrinos. O avanço da torre de Raimundo de Saint-Gilles foi travado por uma vala, mas assim que outros cruzados foram invadindo a cidade, o guarda da porta assediada rendeu-se ao conde de Toulouse.

Durante a tarde e noite do dia 15 e manhã do dia seguinte, os cruzados massacraram a população de Jerusalém – muçulmanos, judeus e cristãos do oriente. Muitos muçulmanos tentaram refugiar-se na mesquita de Al-Aqsa, onde “…a matança foi tão grande que os nossos homens patinhavam em sangue até aos tornozelos…” e, segundo Raimundo de Aguilers: “os homens andavam a cavalo com sangue até aos joelhos e aos freios”. O cronista Ibn al-Qalanisi escreveu que os defensores judeus procuraram refúgio na sua sinagoga, mas os “francos incendiaram-na sobre as suas cabeças”, matando todos os que estavam lá dentro.7 Os cruzados circundaram o edifício em chamas enquanto cantavam “Cristo, Adoramos-vos!”.

Godofredo de Bulhão não terá participado deste aspecto mais violento da conquista. Tancredo de Altavila e Raimundo IV de Toulouse teriam tentado proteger alguns grupos da fúria assassina, mas na generalidade falharam: Tancredo tomou o bairro do Templo e ofereceu protecção a alguns muçulmanos, mas depois não conseguiu evitar (ou teria mesmo acabado por ordenar) as suas mortes às mãos dos seus companheiros. O governador fatímida Iftikhar ad-Daula retirou para a Torre de David, que rendeu a Raimundo em troca da sua saída segura e da sua guarda para Asquelon.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1240 — O exército de Novgorod liderado por Alexandre Nevsky derrota os suecos na batalha de Neva.
1410 — Batalha de Grunwald: as forças aliadas do Reino da Polônia e do Grão-Ducado da Lituânia derrotam o exército da Ordem Teutónica.
1482 — Muhammed XII az-Zughbi, mais conhecido como Boabdil é proclamado o 22º rei nasrida de Granada, substituindo o seu pai Abu al-Hasan Ali (Mulay Hasan ou Mulhacén) após combates nas ruas de Granada. Será o último monarca muçulmano da península Ibérica, reinando até 1492 com um interregno.
1799 — É encontrada a Pedra de Roseta na localidade egípcia de Roseta, por Pierre-François Bouchard, um oficial francês.
1826 — Ocorre o congresso pan-americano no Panamá, sob auspícios de Simón Bolívar, que tinha por objetivo unificar os novos Estados americanos.
1917 — É fundado o Uberaba Sport Club.
1918 — Primeira Guerra Mundial: início da Segunda Batalha do Marne, a última ofensiva alemã na frente ocidental. Os exércitos alemães são derrotados ao tentar tomar Paris.
1975 — Os Estados Unidos e a União Soviética iniciam missão conjunta Apollo-Soyuz (ASTP).
1983 — Massacre de Orly: um atentado bombista levado a cabo pela organização arménia ASALA provoca 8 mortos e 55 feridos num balcão de check-in da Turkish Airlines no aeroporto de Orly, em Paris.
1988 — Naufrágio do barco Correio de Arari, no Pará, Brasil, mata 58 pessoas.
2011 — Harry Potter e as Relíquias da Morte: É lançado o último filme da saga Harry Potter.

Fonte:

Barsa Saber

Opera Mundi

Redação Terra

History Channel

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