Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 14 de Julho – Lei da esterilização no regime nazista

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 14 de Julho – Lei da esterilização no regime nazista

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 14 de julho de 1933 quando o Partido Nazista Alemão aprovou a chamada “lei para a prevenção da ascendência com doenças hereditárias”, que estabelecia um sistema estatal de extermínio de milhões de pessoas. Esta lei foi criada por três figuras importantes do movimento de “limpeza racial”: os eugenistas e genetistas Ernst Rüdin e Arthur Gütt e o advogado Falk Ruttke. Eles foram nomeados pelo partido comunista para redigir uma lei que permitisse que a sociedade descartasse os cidadãos “problemáticos”. O partido acreditava que os doentes mentais afligiam toda a sociedade e que eram um estorvo para a construção de uma Alemanha forte, saudável e pura. O resultado perverso dessa política foi a chamada “solução final”, ou seja, os campos de extermínio na Europa controlada pelos nazistas, onde milhares de pessoas foram mortas por conta do programa T4. As vítimas foram judeus, comunistas, ciganos, homossexuais e doentes mentais.

BERLIM, 14 set (AFP) – A campanha para as eleições legislativas na Alemanha coincide com um triste aniversário: há 70 anos o regime nazista de Adolf Hitler promulgava as leis raciais de Nuremberg (sul), que colocaram na mira do Estado sobretudo os judeus, mas também inúmeras outras raças que pudessem manchar o sangue ariano. Não há qualquer ato previsto a nível federal em relação à data, destacou um porta-voz do Governo alemão.

No dia 15 de setembro de 1935, durante um congresso do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha (NSDAP), presidido por Hitler, a ditadura nazista promulgou as leis raciais e anti-semitas. Cerca de 30 meses depois da chegada de Hitler ao poder, estas regulamentações privavam os judeus da cidadania alemã e lhes proibiam de casar ou visitar arianos – a raça pura e superior, segundo a doutrina nazista.

Já em agosto de 1935, os serviços do Estado civil haviam recebido instruções de não admitir mais casamentos ‘mistos’ entre ‘arianos’ e ‘não-arianos’.

Concebidas por Adolf Hitler, estas leis ordenavam também a esterilização dos negros que viviam na Alemanha e colocava na mira todas as raças que pudessem manchar o sangue ariano, especialmente os ciganos. Assim, foram sistematicamente esterilizados a partir da chegada dos nazistas ao poder 25 mil afro-alemães das antigas colônias do Reich e cidadãos de plenos direitos. Alguns meses depois da ascensão ao poder de Hitler, os municípios alemães abriram por iniciativa própria campos para ciganos – nômades ou sedentários. A partir de 1936, os ciganos ficaram também incluídos sob as normas das leis de Nuremberg e um grande número deles foram deportados para os campos de concentração e extermínio nazistas. Em uma Alemanha em crise, os nazistas instauraram um regime de exceção, no qual os judeus foram colocados nos bancos dos acusados da sociedade e o anti-semitismo se converteu no centro de concepção nazista do mundo. Bastante tempo antes de acender ao poder, Hitler já havia nomeado seu objetivo principal em “Mein Kampf” (Minha Luta), o livro programático em que expôs seu projeto para estabelecer uma Alemanha ‘livre de judeus’.

Mesmo antes de entrar em vigor as leis raciais, o regime de Adolf Hitler havia colocado em marcha inúmeras medidas anti-semitas, começando pela organização, no dia 1º de abril de 1933, de uma jornada de boicote às lojas dos judeus, assim como ações contra médicos, advogados, professores e estudantes judeus.

Este tipo de operação continuaria em intervalos irregulares até o programa da ‘Noite dos Cristais Quebrados’ e o incêndio das sinagogas do dia 9 de novembro de 1938. A Noite dos Cristais Quebrados (Kristallnacht ou Reichspogromnacht) entraria para a História como o início do holocausto que provocou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da II Guerra Mundial. Esta noite, de 9 para 10 de novembro de 38, na Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos, como sinagogas, comércios e casas de judeus.

Desta mesma forma, alguns anos antes, no dia 10 de maio de 1933, se realizou em Bebelplatz (a praça junto a Staatsoper e em frente a um edifício da Universidade Humboldt de Berlim), a primeira queima de livros de autores classificados como degenerados pelos nazistas, entre eles inúmeros judeus.

No dia 10 de abril de 1933, uma lei sobre funcionários públicos substituiu o critério de nacionalidade pelo de ‘raça’. O conceito ariano desta lei sobre a função pública foi estendido para operários e empregados do setor público, assim como a outros setores da economia e da cultura, implicando na exclusão total dos judeus da vida cotidiana da Alemanha.

Nos meses que se seguiram, esta medida atingiu inúmeras profissões e instituições (Exército, imprensa, médicos das casas de seguridade social, assessores fiscais etc.)

No dia 14 de julho de 1933, aprovou-se a primeira lei de privação da nacionalidade alemã e de confisco de bens de quem deixasse de ser cidadão, o que colocou na mira sobretudo os “Ostjuden” – judeus do leste da Europa.

Pouco antes do congresso nazista de Nuremberg, no dia 17 de agosto de 1935, a Gestapo ordenou as organizações judias a efetuar um censo de seus membros, o que permitiu ao regime nazista fichar todos os judeus de seu território.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1789 – Populares organizam uma revolta e derrubam a Bastilha, em Paris. O fato é o início simbólico da Revolução Francesa.
1816 – Morre Francisco de Miranda, precurssor da independência da Venezuela.
1881 – É assassinado o legendário pistoleiro norte-americano Billy “El Niño”.
1893 – O general José Santos Zelaya se proclama ditador da Nicarágua.
1918 – Nasce Ingmar Bergman, diretor sueco de cinema e teatro.
1928 – Nasce o guerrilheiro Ernesto Che Guevara.
1958 – Em uma revolução no Iraque, é assassinado o rei Faisal II. A morte do monarca foi o ápice de um golpe de Estado dirigido por Karim Kassem.
1965 – A Junta Militar do Equador impõe a lei marcial em Guaiaquil. Estudantes do país promovem revoltas contra a imposição.
1972 – Morre o escritor mexicano Emílio Abreu Gómez.
1979 – É aprovada uma nova constituição no Peru. O documento propunha uma democratização imediata do país.
1982 – Termina a guerra entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. O conflito foi encerrado após a rendição do exército argentino.
1990 – É eleito o novo Secretariado do Partido Comunista da URSS, liderado por Mijail Gorbachov.
1997 – Milhões de pessoas saem às ruas da Espanha para protestar contra a violência do grupo separatista ETA. Os terroristas haviam assassinado o conselheiro Miguel Angel Blanco. Foi a maior manifestação popular já registrada no país.
1998 – Morre Richard McDonald, empresário norte-americano que criou a rede de restaurantes Mc Donald’s, a maior do mundo.
1999 – Argentina e Reino Unido firmam, em Londres, um acordo que permite o acesso de argentinos às Ilhas Malvinas. Este foi um grande passo para a normalização das relações entre os dois países, que se enfrentavam desde a década de 80 pela soberania do arquipélago.
2000 – Um júri de Miami autoriza o pagamento de uma indenização milionária a fumantes da Flórida por parte das fabricantes de cigarro. A sentença obribava os fabricantes a pagar US$ 145 milhões aos fumantes lesados pelo uso do cigarro. As indústrias tabagistas recorreram.

Fonte:

Redação Terra

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