Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 13 de Dezembro -Saddam!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 13 de Dezembro -Saddam!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 13 de dezembro de 2003, quando o então ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, era capturado pela coalização liderada pelos Estados Unidos e Reino Unido que havia invadido o país. Ele era procurado fazia nove meses e foi encontrado dentro de um esconderijo subterrâneo em Al Daur, a 15 km ao sul de Tikrit, sua cidade natal. O ex-líder não ofereceu resistência e apresentava uma longa barba.
O Partido Baath, de Saddam, foi dissolvido e um governo transitório foi montado para que país adotasse um sistema político democrático. Após sua captura, Saddam foi julgado no dia 5 de novembro de 2006 e considerado culpado pelo assassinato de 148 xiitas iraquianos, em 1982. Como punição, o ex-ditador e foi condenado à morte por enforcamento. A execução aconteceu no dia 30 de dezembro de 2006.
Saddam Hussein foi presidente do Iraque entre 1979 e 2003, ano em que foi deposto do poder após a invasão do país. Forças do ocidente invadiram o Iraque por conta da acusação do presidente dos EUA, George W. Bush, de que o líder iraquiano possuía armas de destruição em massa e tinha ligações com a Al-Qaeda. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2011, o regime de Hussein se transformou em um dos objetivos prioritários do governo dos Estados Unidos. Após liquidar o regime Talibã, no Afeganistão, os Estados Unidos direcionaram seu arsenal bélico para Bagdá, e Hussein deveria aceitar o retorno dos inspetores da ONU. No entando, apesar da relativa cooperação de Hussein, no dia 20 de março de 2003, os Estados Unidos deram início a um ataque ao território iraquiano, fora das resoluções da ONU e que recebeu oposição da opinião pública internacional. Em 9 de abril de 2003, foi tomada a capital iraquiana e com ela o regime de Hussein.
Nascido na cidade de Tikrit no dia 28 de abril de 1937, Saddam Hussein foi uma das principais lideranças ditatoriais no mundo árabe. No início dos anos 70, ele nacionalizou o petróleo e outras industrias. Com o lucro do petróleo, a economia do Iraque cresceu em um ritmo acelerado. O ex-ditador também colocou os bancos estatais sob seu controle. Ele esteve à frente do poder durante a Guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988. Em 1990, invadiu o Kuwait, no que deu origem à Guerra do Golfo de 1991. Internamente, Saddam também sempre reprimiu com a força os movimentos contrários ao seu governo, mantendo-se assim no poder.

Numa família pobre de lavradores, nasceu Saddam Hussein, no norte do Iraque. Não conheceu o pai, que morreu – ou desapareceu – antes de seu nascimento, e foi criado por uma tia materna. Até se tornar chefe de governo do Iraque, a partir de 1979, Saddam teve uma vida turbulenta. Vários testemunhos ligam o menino ao assassinato de uma professora e de uma prima nesse período.

Aos 20 anos, Saddam se filiou ao partido Baath – mesma época em que foi negado seu pedido de ingresso na Academia Militar de Bagdá, possivelmente porque ele não terminou os estudos. Esse fato sempre serviu para humilhá-lo diante dos demais militares.

Aos 26 anos, foi nomeado vice-secretário do Baath e tornou-se vice do presidente Ahmed Hasan al Bakr, que lhe deu a patente de general.

A influência de Saddam Hussein cresceu no decorrer da década de 1970, até que ele deu golpe de Estado e assumiu a Presidência do Iraque como ditador, em 1979, mesmo ano em que, no vizinho Irã, o aiatolá Khomeini fez a revolução dos xiitas (muçulmanos historicamente mais ortodoxos e tradicionalistas que os seus opositores, os sunitas).

No ano seguinte, Saddam invadiu esse país e começou a maior guerra da década, que se arrastou até 1988. O Iraque foi estimulado e armado pelos Estados Unidos, enquanto a União Soviética (URSS) apoiava o Irã. Também intervieram a Arábia Saudita e o Egito, com receio de que a revolução fundamentalista islâmica xiita se espalhasse por outros países do Oriente Médio. O confronto nessa região produtora de petróleo deixou um milhão de mortos, dois milhões de feridos e um prejuízo de 400 bilhões de dólares.

Saddam protagonizou um novo conflito internacional ao invadir outro vizinho, o Kuait, em 1990, por divergências em relação à política de preços do petróleo e antigas questões, como o controle de portos que lhe dariam novo acesso ao Golfo Pérsico. O território iraquiano foi bombardeado pelas forças de 30 países, lideradas pelos Estados Unidos, na Operação Tempestade no Deserto, em janeiro de 1991. Depois de mais de 100 mil mortes, o cessar-fogo foi assinado no mês seguinte.

Com o fim desse episódio, chamado de Guerra do Golfo, eclodiram revoltas de curdos – um dos povos mais antigos do mundo – no norte do Iraque, e de xiitas ao sul, contra o regime de Saddam – que as reprimiu com violência.

Pressionado pela Organização das Nações Unidas, a ONU, o ditador começou a negociar com os dirigentes curdos um projeto de autonomia para o Curdistão: a região abrange, além do norte do Iraque, partes da Turquia, do Irã, da Síria e da Armênia.

Os problemas com os Estados Unidos e seus aliados prosseguiram após a Guerra do Golfo, causados pelas violações ao acordo de cessar-fogo.

Saddam se comprometera a reconhecer as fronteiras do Kuwait, suspender a perseguição aos xiitas e curdos e permitir a inspeção e destruição de suas instalações de armas químicas, biológicas e nucleares. Não foi assim: ele impediu, em 1993, a entrada de inspetores de armamentos da Comissão Especial das Nações Unidas (Unscom).

Com o risco de nova ação militar, Saddam retirou tropas da fronteira do Kuwait, em 1994, e reconheceu a soberania da nação vizinha. Dois anos depois, o Iraque, sob embargo comercial imposto pela ONU, por influência dos Estados Unidos, voltou a vender petróleo: a cada seis meses, podia exportar uma cota de óleo para comprar comida e remédios para a população, reduzida à miséria.

Mesmo assim, Saddam ordenou a construção de um monumento em Bagdá para celebrar a Guerra do Golfo, além de encomendar um novo hino nacional.

Voltou a ser atacado, em 1998, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido com o objetivo de “debilitar a capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição em massa”. O mesmo argumento foi usado cinco anos depois, por esses dois governos, em março de 2003, para invadir o país e assumir o controle de suas reservas de petróleo.

Em 20 de março de 2003, a coalizão anglo-americana iniciou a intervenção militar no Iraque, sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU. O paradeiro de Saddam ficou desconhecido durante vários meses até que, em 13 de dezembro de 2003, o ditador foi localizado escondido num buraco subterrâneo uma fazenda da cidade de Adwar, próxima a Tikrit.

Em 1º de janeiro de 2004, o Pentágono o reconheceu como “prisioneiro de guerra”, e, em 30 de junho, transferiu sua custódia judicial ao novo Governo provisório iraquiano. Em 19 de outubro de 2005, um Tribunal Especial iraquiano iniciou o processo contra o ex-ditador, acusado de violações dos Direitos Humanos, incluindo crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. Durante os depoimentos, Sadam rejeitou as acusações e defendeu a invasão iraquiana no Kuwait.

Em 5 de novembro de 2006, um ano e 15 dias após o início de seu julgamento, Saddam Hussein, 69, foi condenado à forca, considerado culpado do massacre, em 1982, de 148 xiitas no povoado de Dujail (sul do Iraque). Saddam já havia declarado que preferia o pelotão de fuzilamento, para morrer como um militar.

A sentença pôs fim a um julgamento marcado pelo assassinato de três advogados de defesa, a troca do juiz-chefe e sucessivos adiamentos. Nações e entidades contrárias à pena de morte – como a União Européia, o Vaticano e a ONU – se manifestaram contra a sentença e a defesa do ex-ditador pretendia alterá-la para a prisão perpétua.

Saddam Hussein foi enforcado em 30 de dezembro de 2006, aos 69 anos.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1466 – Morre o pintor Donato di Niccolo di Bette Bardi, o Donatello.
1501 – É descoberta por André Gonçalves e Américo Vespúcio a baía a de Santa Luzia, hoje Vitória, no Espírito Santo.
1577 – Sir Francis Drake inicia sua viagem ao redor do mundo. Ele foi o primeiro navegante inglês a circunavegar o globo.
1642 – Abel Tasman, navegador da Companhia das Índias Orientais Holandesas, descobre a Nova Zelândia.
1838 – Eclode no Maranhão a Revolta dos Balaios. Sua maior liderança foi Manoel Francisco dos Anjos Ferreira.
1916 – Nasce o militar e político Liber Seregni, defensor do sistema democrático no país.
1928 – O presidente eleito dos Estados Unidos, Herbert Hoover, visita a Argentina.
1937 – Tropas japonesas invadem a cidade chinesa de Nanking e, nas seis semanas seguintes, matam aproximadamente 200 mil chineses.
1944 – Um piloto camicase japonês atinge o cruzeiro norte-americano Nashville, matando 138 pessoas.
1946 – É fechado o acordo entre Argentina e Chile, em que os países comprometem-se a reduzir suas barreiras aduaneiras.
1958 – É recusada nas Nações Unidas uma moção sobre o direito de independência da Argélia.
1958 – É lançado nos Estados Unidos o foguete Júpiter, com um macaco a bordo.
1959 – O arcebispo Makarios é eleito presidente do Chipre.
1967 – É lançada em órbita solar a Pioneer 8.
1968 – O presidente Costa e Silva assina o Ato Institucional nº 5, que deu a ele poderes absolutos e suspendeu garantias constitucionais. O Congresso Nacional é fechado.
1970 – Um incêndio provocado por um curto-circuito mata 17 operários na Volkswagen de São Bernardo do Campo, em São Paulo.
1981 – O governo comunista polonês decreta a Lei Marcial, que declara ilegal o movimento de Solidariedade liderado por Lech Walesa.
1982 – Um terremoto no Iêmen resulta em 3 mil mortos e 2 mil feridos.
1983 – O civil Turgut Ozal torna-se o primeiro-ministro da Turquia após três anos de liderança militar no país.
1991 – Os presidentes dos países da América Central aprovam em Tegucicalpa a criação do Sistema de Integração da América Central.
1994 – Paulo César Farias é condenado por falsidade ideológica. Ex-tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor, PC abriu e movimentou contas fantasmas.
1996 – Depois de dez horas de discussão, os países-membros da União Européia chegam a um acordo sobre o Pacto de Estabilidade. Ele define as regras econômicas para que a moeda comum tenha credibilidade a partir de 1999.
1996 – O papa João Paulo II e o patriarca dos cristãos armênios, Kerekin I, assinam documento no Vaticano, que coloca fim a uma divisão de 1,5 mil anos.
1998 – Porto Rico recusa a opção de se tornar um Estado norte-americano.

Fonte:

Redação Terra

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