Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 10 de Dezembro – Clarisse Lispector!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 10 de Dezembro – Clarisse Lispector!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 10 de dezembro de 1920, quando nascia Clarisse Lispector, uma das maiores escritoras brasileiras. Natural da Ucrânia, ela veio ao Brasil ainda bebê e começou a escrever muito cedo, sendo que aos 19 anos, publicou o seu primeiro livro “Perto do Coração Selvagem”, em 1944. Dois anos depois lançou “O Lustre”. Formada em Direito, nunca seguiu a profissão. Preferiu trabalhar como jornalista no Jornal do Brasil, na década de 1970. Depois, também escreveu no Correio da Manhã e Diário da Noite. Em 1964, publicou “A Legião Estrangeira”, uma coletânea de contos, e o romance “A Paixão segundo G.H”. Em 1973, mais um livro “Água Viva”, um sucesso de público.

Outros de seus livros conhecidos são “A Maçã no Escuro” e “Laços de Família”. Seu último livro, “A Hora da Estrela”, foi publicado quando já estava doente, pouco antes de sua morte. Clarice morreu aos 52 anos, vítima de um câncer, após mais de um mês hospitalizada, no Rio de Janeiro. Com estilo único, suas histórias eram dramáticas, por vezes, trágicas. Ela influenciou praticamente todas as escritoras que a sucederam. Em sua narrativa, coexistiam de forma harmoniosa conceitos metafísicos, seres e fatos corriqueiros do cotidiano.

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, mas seus pais imigraram para o Brasil pouco depois. Chegou a Maceió com dois meses de idade, com seus pais e duas irmãs. Em 1924 a família mudou-se para o Recife, e Clarice passou a freqüentar o grupo escolar João Barbalho. Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro.

Em 1939 Clarice Lispector ingressou na faculdade de direito, formando-se em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como jornalista no jornal “A Noite”. Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil. O casal teve dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo.

Seu primeiro romance foi publicado em 1944, “Perto do Coração Selvagem”. No ano seguinte a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Dois anos depois publicou “O Lustre”.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

Em 1954 saiu a primeira edição francesa de “Perto do Coração Selvagem”, com capa ilustrada por Henri Matisse. Em 1956, Clarice Lispector escreveu o romance “A Maçã no Escuro” e começou a colaborar com a Revista Senhor, publicando contos.

Separada de seu marido, radicou-se no Rio de Janeiro. Em 1960 publicou seu primeiro livro de contos, “Laços de Família”, seguido de “A Legião Estrangeira” e de “A Paixão Segundo G. H.”, considerado um marco na literatura brasileira.

Em 1967 Clarice Lispector feriu-se gravemente num incêndio em sua casa, provocado por um cigarro. Sua carreira literária prosseguiu com os contos infantis de “A Mulher que matou os Peixes”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” e “Felicidade Clandestina”.

Nos anos 1970 Clarice Lispector ainda publicou “Água Viva”, “A Imitação da Rosa”, “Via Crucis do Corpo” e “Onde Estivestes de Noite?”. Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976 recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra.
“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós”.

No ano seguinte publicou “A Hora da Estrela”, seu ultimo romance, que foi adaptado para o cinema, em 1985.

Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1572 – Ocorre a divisão do Brasil em governos gerais: o do norte, com a capital em Salvador, e o do sul, com capital no Rio de Janeiro.
1825 – O Brasil declara guerra à Argentina, na chamada Guerra Cisplatina.
1845 – Robert Thompson, engenheiro inglês, patenteia o pneu.
1860 – Concedido pela primeira vez na história o direito ao voto às mulheres. O fato ocorreu em Wyoming, nos Estados Unidos.
1868 – O primeiro farol de trânsito, construído em Londres, começa a operar.
1896 – Morre Alfred Nobel, industrial sueco. Ele deixou sua fortuna para premiar pessoas que contribuíssem para o bem da humanidade.
1901 – O rei da Suécia entrega os primeiros prêmios Nobel.
1915 – O automóvel Ford número um milhão sai da linha de montagem.
1916 – Implantado no Brasil o serviço militar obrigatório.
1917 – Na revolução russa, são confiscados os bens de propriedade territorial para o Estado socialista.
1921 – Albert Einstein recebe o Prêmio Nobel de Física.
1948 – A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
1950 – O doutor Ralph Bunche é o primeiro negro norte-americano a receber um Prêmio Nobel.
1953 – Circula pela primeira vez a Revista Playboy.
1959 – A UDN lança Jânio Quadros como candidato à Presidência da República.
1961 – Ocorre o rompimento de relações entre a União Soviética e a Albânia.
1964 – Martin Luther King é a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.
1981 – A lei do usucapião é sancionada. O trabalhador brasileiro que construir uma casa e plantar numa área de até 25 hectares, sem oposição por cinco anos, pode obter o título de propriedade do imóvel.
1983 – Raúl Alfonsin assume a presidência argentina.
1983 – A cidade peruana de Cuzco e o santuário inca de Machu Pichu são declarados bens culturais da humanidade pela Unesco.
1984 – O bispo Desmond Tutu, da África do Sul, recebe o Nobel da Paz pela proposta de uma sociedade democrática, justa e sem divisões raciais em seu país.
1986 – Um grupo de astrônomos norte-americanos descobre seis novas galáxias.
1994 – Os países da União Européia decidem abrir o bloco, gradualmente, para as nações do Leste Europeu.
1996 – Na África do Sul, Nelson Mandela assina uma nova Constituição e põe fim ao regime racista do Apartheid.
1998 – O escritor português José Saramago recebe o Prêmio Nobel da Literatura. É a primeira vez que um autor de língua portuguesa recebe a premiação.
1998 – O juiz espanhol Baltasar Garzón processa o general Augusto Pinochet pelos delitos de genocídio, terrorismo e torturas no Chile, ratificando a prisão provisional incondicional do ditador.
1999 – Fernando de La Rúa assume a presidência argentina.

Fonte:

Redação Terra

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