Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 07 de Dezembro – A invenção do pneu!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 07 de Dezembro – A invenção do pneu!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 7 de Dezembro de 1888, onde o inventor escocês John Dunlop registou a patente do pneu. John foi um dos fundadores da empresa que até tem o seu nome: Dunlop Pneumatic Tyre Company.

John nasceu numa quinta, na povoação de Dreghorn, e estudou Veterinária na Universidade de Edimburgo e foi veterinário durante mais de dez anos, no norte da Irlanda. O primeiro pneu que inventou foi para o triciclo do filho e, ao ver que funcionava muito bem, registou a patente.

A invenção de Dunlop chegou no momento certo, quando o transporte por estrada estava a viver o período áureo. A produção em massa do produto começou na década de 1890, em Belfast. Hoje em dia, a imagem de John Dunlop aparece nas notas de 10 libras da Irlanda do Norte.

Quando se fala de pneu, tem-se a impressão de que ele mudou pouco, afinal para muitos ele sempre foi preto, de borracha e cheio de ar. Mas saiba que, entre os componentes do carro, o pneu foi o que evoluiu mais rapidamente. No início os automóveis seguiam o princípio das carruagens, que usavam aros de ferro ou madeira até que, após a vulcanização, em 1843, começaram a ganhar aros revestidos de borracha. Ainda assim, eram duros e se quebravam com facilidade.

A solução só surgiu três anos depois, exatos 40 anos antes da invenção do automóvel. Robert William Thomson criou em 1846 a bolsa de ar sobre a qual os carros se deslocariam no futuro, o pneumático. Tornava os pneus mais duráveis e resolvia de vez o problema da falta de conforto. Mas, por falta de matériaprima de qualidade, Thomson desistiu da ideia e passou a recobrir as rodas com aros de borracha maciça. “Imagine um pneu que não se adapta a uma pedra na estrada, por exemplo. Em vez de absorver seu formato, ele sobe nela, deslocando toda a massa do veículo. Era isso que tornava a rolagem mais difícil”, diz Argemiro Luís de Aragão Costa, engenheiro da SAE, instituição que congrega os engenheiros automotivos.

Em 1888, o veterinário escocês John Boyd Dunlop adaptou pneus no triciclo do seu filho (na verdade, um tubo cheio de ar atado ao aro por fitas), e fez tanto sucesso que fundou a primeira fábrica de pneus do mundo. “Os pneus foram usados antes em bicicletas porque não suportavam muito peso. Tanto é assim que os primeiros pneus de caminhões eram maciços, e continuaram a ser por muitos anos”, afirma Costa.

O princípio do tubo amarrado ao aro por faixas acaba sendo incorporado à estrutura do pneu, dando origem ao pneu diagonal em 1904. Os reforços, criados com faixas de algodão, davam à peça maior estabilidade e comportamento mais previsível, mas sua durabilidade era baixa. Por isso na época era comum levar em viagens de quatro a seis estepes. “Pneus diagonais tinham um problema sério com deformações, especialmente com caminhões que ficavam parados à noite. De manhã, o caminhão trepidava por causa da deformação até que os pneus se aquecessem e voltassem a sua forma”, diz Mario João Soares Pinheiro, engenheiro especializado em pneus da SAE.

Preconceito de cor
Aderência não era o ponto forte de um pneu até 1908, quando Frank Seiberling, fundador da Goodyear, apresentou a primeira banda de rodagem com sulcos, que resultou num pneu com mais capacidade de tração. No mesmo ano a BFGoodrich adicionou fuligem (negro-de-carbono ou negrode- fumo, derivado de petróleo) à borracha, criando um material mais resistente e durável. Só que os pneus com lonas de algodão continuavam a ser frágeis e a esquentar muito, o que levava a estouros. Mas a fuligem criou também uma moda. Antes dela, todo pneu era branco, cor da borracha natural. Depois a fuligem passou a ser usada só na banda de rodagem, devido ao custo. Por isso, só os pneus caros eram inteiramente pretos, o que foi sinal de status até os anos 30. Depois o pneu faixa branca inverteu o jogo e passou a equipar carros sofisticados até os anos 70.

Para fortalecer sua estrutura, as lonas de algodão foram trocadas por fibras sintéticas. “Para economizar peso e ganhar eficiência, novos materiais foram adotados, como raiom, náilon etc. Eles eram mais resistentes e produziam menos calor”, diz Costa.

Com o tempo os automóveis se tornaram cada vez mais potentes e pesados. O que os limitava, muitas vezes, eram os pneus. Os finos e altos eram ótimos na chuva e na lama, mas pecavam em altas velocidades – não raro se deformavam tanto que saíam do aro. Já os baixos e largos, ou pneus-balão, eram bons no asfalto, mas dançavam muito na chuva.

Foi aí que a Michelin apareceu, em 1946, com o primeiro pneu radial. Em vez de ter faixas sobrepostas, o pneu radial tinha uma estrutura ao longo de seu raio, sem sobreposições, o que gerava menos calor e aumentava sua resistência. Isso permitiu a criação de pneus com altura de seção mais baixa e com banda de rodagem mais larga. A moda foi lançada por carros de alto desempenho. “Depois os aros cresceram por causa do aumento dos freios, que vêm se tornando cada vez maiores e mais poderosos”, diz Pinheiro.

Todas as demais evoluções se resumiram à aplicação e ao estudo de novas substâncias, como a sílica em vez da fuligem (hoje há bandas de rodagem que eliminaram completamente o derivado de petróleo), e ao uso de malhas de aço e de poliamida para dar maior resistência estrutural aos pneus. Até que em 1974 surgiu a primeira inovação significativa em muito tempo: a Dunlop criou o pneu runflat, que pode rodar vazio. Mas que enfrenta agora um problema: ele é pesado, pois as paredes têm de sustentar o peso do carro, justamente num momento em que a redução de peso virou bandeira entre os fabricantes, para baixar o consumo.

Uma solução para isso seria o Tweel, da Michelin, uma estrutura leve e muito resistente. Ainda há desvantagens, como o fato de aquecer muito em altas velocidades, mas as pesquisas continuam. Podemos, com ele, estar diante do próximo passo em mobilidade. Enquanto isso, o mundo não para.

UMA VOLTA PELA TECNOLOGIA

1843: Charles Goodyear patenteia o processo de vulcanização da borracha, que a deixa mais estável e resistente a mudanças de temperatura.

1846: Robert William Thomson inventa o pneumático, mas logo abandona a ideia em favor de tiras de borracha maciça em torno das rodas.

1888: John Dunlop põe um tubo de ar na roda de um triciclo e dá força ao conceito do pneu, que vira padrão a partir de 1895, quando a Michelin começa sua produção para carros.

1904: Goodyear e Firestone lançam o pneu diagonal, reforçado por faixas de algodão sobrepostas.

1910: A BFGoodrich adiciona fuligem (negro-decarbono) à borracha dos pneus, aumentando sua vida útil. É a fuligem que dá a cor negra típica.

1937: Devido à Segunda Guerra Mundial, a BFGoodrich começa a produzir o primeiro pneu feito com borracha sintética.

1938: A Goodyear substitui o algodão pelo raiom nas faixas dos pneus diagonais.

1946: Nasce o pneu radial, da Michelin. Diferentemente do diagonal, a estrutura não se sobrepõe, mas se alinha radialmente, durando mais.

1947: A BFGoodrich lança o primeiro pneu sem câmara, que havia sido patenteado pela Goodyear em 1903.

1947: Surge o primeiro veículo vendido com pneus runflat, o Mini 1275 GT, equipado com o Dunlop Total Mobility Tyre.

2005: A Michelin apresenta o Tweel, que suporta o carro por meio de raios deformáveis. Ele é mais leve e durável e não precisa de calibragem.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

 

1858 – Franceses e espanhóis bloqueiam a Conchinchina.

1866 – Abertura da navegação do rio Amazonas e seus afluentes e do rio São Francisco aos navios mercantes de todas as nações.

1909 – Na França, uma nova lei fixa salários e condições de pagamento.

1917 – Os Estados Unidos entram na primeira Guerra Mundial e declaram guerra contra o Império Austro-Húngaro.

1921 – Áustria e Estados Unidos voltam a ter relações diplomáticas.

1933 – O general Cristóvão Barcelos propõe a mudança da Capital brasileira para o Planalto Central.

1941 – Os Estados Unidos entram na Segunda Guerra Mundial depois que os japoneses atacaram Pearl Harbor, no Havaí.

1966 – A Síria pede a queda do rei Hussein da Jordânia.

1975 – O exército da Indonésia invade oficialmente o leste do Timor, então colônia portuguesa. Um ano depois a região é anexada ao país invasor.

1981 – A Espanha torna-se o mais novo membro da OTAN.

1982 – No Texas, pela primeira vez uma execução com injeção letal é usada contra um condenado à morte nos Estados Unidos.

1987 – A Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, declara Brasília como patrimônio Cultural da Humanidade.

1988 – O primeiro transplante simultâneo bem-sucedido de coração e pulmão em um único receptor é realizado em São Paulo.

1988 – Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atinge a Armênia, causando a morte de mais de 25 mil pessoas.

1988 – O líder palestino Yasser Arafat admite pela primeira vez, a existência de Israel. O Conselho Nacional Palestino declara o objetivo de criar um Estado.

1993 – Um conselho multirracial assume o governo da África do Sul.

1994 – Começa o julgamento do presidente Fernando Collor e do tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias.

1994 – Yasser Arafat, presidente da Organização da Livre Palestina, exige que seja respeitada a sua autoridade na margem ocidental e na Faixa de Gaza.

1995 – Uma sonda da nave espacial Galileo entra na atmosfera de Júpiter e transmite informação durante 75 minutos. A nave é destruída pela pressão atmosférica do planeta.

1996 – Após 18 dias em órbita, a nave espacial Columbia retorna a Terra com sua tripulação. É o vôo de maior duração na história do veículo espacial norte-americano.

1998 – Boris Yeltsin, recuperando-se de uma pneumonia, sai do hospital por três horas e demite vários de seus principais ajudantes.

Fonte:

Redação Terra

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