Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 04 de Dezembro – Mulheres na guerra!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 04 de Dezembro – Mulheres na guerra!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 4 de dezembro de 1940, quando na II Guerra Mundial, as mulheres do Batalhão da Morte da Rússia lançaram-se à luta mais violenta. As mulheres britânicas dirigiram ambulâncias carregadas de soldados gravemente feridos em meio a pesados bombardeios.

As mais jovens trabalharam nas fábricas de munições e comprometeram-se a não retornar à antiga vida sem ao menos exigir e conseguir o direito ao voto. As mulheres lutaram, trabalharam como enfermeiras, pilotaram aviões, animaram as tropas, infiltraram-se clandestinamente para informar seus companheiros acerca do combate e aprenderam a construir barcos e tanques. Alem disso, suportaram todas as atrocidades cometidas na guerra: campos da morte, incêndios de bombardeios e a arma fundamental: a bomba nuclear.

Conta-se nos dedos na história da humanidade as mulheres que tiveram participação efetiva nas grandes guerras, e essa ausência sempre está relacionado com a preservação do sexo frágil e o cuidar da família, enquanto o homem viril e provedor, tinha por responsabilidade a sobrevivência e a proteção a essa mesma família.

Durante a Grande Guerra esse quadro começa a mudar, a mulher se aproxima do front com funções específicas, mas ainda longe de qualquer participação como combatente ativo.

Na Guerra Civil Espanhola, acontece a grande virada do sexo frágil, a mulher é treinada e qualificada para o combate por ambos os lados, e torna-se um elemento importante para o contexto daquele infeliz momento espanhol.

Já na Segunda Guerra a mulher vai desempenhar todos os tipos de funções no front e no esforço de guerra de todas as nações.

Nos Estados Unidos, para cumprir as metas de produção de guerra, é necessário que a mulher assuma postos de trabalho anteriormente destinados a homens, e ela faz com a galhardia de quem vai para o front. Empresas como a Ford, passam a contar em seus quadros, em algumas fábricas apenas com mulheres. Campanhas são realizadas, pois muitos críticos acham que as mulheres, desempenhando funções de homens, estarão passando por um processo de “masculinizarão”, a própria Ford implanta em suas fábricas setores de maquiagem e cabelereiros para suas funcionárias entrarem no serviço, belas. No front as mulheres são incorporadas a tropa, agora não apenas como meras enfermeiras, mas como oficias de saúde, tropas especialistas são formas, principalmente para prover a retaguarda com o apoio logístico necessário, vários quadros e graduações de militares mulheres são consumados durante a guerra.

Na Inglaterra, durante a eminente invasão alemã a ilha, as mulheres são treinadas para serem usadas como tropa de infantaria em defesa de sua terra; batalhões de voluntárias são formados para lutarem com os alemães, felizmente a invasão nunca aconteceu. As mulheres também desempenharam funções importantes em Londres, principalmente incorporadas a grupo de combates a incêndio e no socorro as vítimas dos bombardeios.

Na Alemanha, durante a primeira fase da guerra a mulher não foi envolvida, mas o doutrinamento nazista colocava a mulher como sendo a base para a continuação da raça ariana, segundo os planos de Himmler, mulheres arianas deveriam ser selecionadas para casarem com oficiais da SS, e essa seleção, rigorosa, deu origem a Programa Lebensborn. Na segunda fase da guerra, a mulher alemã foi obrigada a desempenhar funções na manutenção diária do país, tais como condutor de bonde e outras funções caracteristicamente masculinas. Na terceira fase da guerra, quando Berlim está sob ameaça, ela é usada, juntamente com crianças, como último elemento defensivo e, posteriormente, sofre de forma terrível com a ocupação soviética e os estupros sistemáticos que são aceitos como “normais” pelo Exército Vermelho. No final da guerra as mulheres são pagas para retirar os escombros de uma Berlim destruída, e são chamadas e “mulheres escombros”, chega o fim a trajetória da mulher alemã na guerra.

No Exército Vermelho a mulher é um elemento de infantaria, sendo tratada como mais um soldado na tropa, é a mais pura verdade o termo “A Grande Guerra Patriótica” para as mulheres filhas dessa terra.

Em outros fronts, dentro dos movimentos de resistência espalhados pela Europa, a mulher exerce funções principais, e através desses movimentos os Aliados sustentam várias operações.

No final das contas, pudemos imaginar que o processo de igualdade entre os sexos fica mais claro e evidenciado após a Segunda Guerra, diferentemente de outros períodos da História, a mulher prova que é capaz de exercer qualquer função, de soldado combatente a operador de máquinas pesadas. O sexo frágil deixou de ser frágil ou nunca foi.

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1154 – Eleito o único papa inglês na história. Nicolas Breakspear é coroado Papa Adriano IV.

1586 – A rainha Isabel I confirma a sentença de morte de Maria Estuardo.

1642 – Morre o cardeal Richelieu, primeiro-ministro da França. Ele é substituído pelo cardeal Jules Mazarin.

1791 – É publicado na Inglaterra o Britain’s Observer, o primeiro jornal de domingo do mundo.

1810 – Decreto de Dom João cria, no Rio de Janeiro, a Academia Real Militar, atualmente chamada de Academia Militar das Agulhas Negras.

1816 – James Monroe é eleito quinto presidente dos Estados Unidos. É a primeira vez que um senador é eleito para o cargo.

1829 – Na Índia, autoridades britânicas proíbem a prática do suttee, que é a auto-incineração da viúva na pira funerária do marido.

1845 – O presidente paraguaio Carlos Antônio Lopez e o governador da província de Corrientes declaram guerra ao ditador Juan Manuel de Rosas.

1888 – O inventor norte-americano George Eastman registra a câmera Kodak.

1915 – Nos Estados Unidos, o Estado sulista da Geórgia reconhece a organização violentamente racista Ku Klux Klan.

1917 – A Finlândia declara sua independência da Rússia.

1920 – A Argentina é retirada da liga das Nações.

1934 – Na União Soviética, 66 pessoas são executadas em razão do assassinato de Kirov, homem de confiança de Joseph Stalin.

1942 – Os Estados Unidos atacam a Itália pela primeira vez na Segunda Guerra Mundial.

1953 – Estréia mundial do filme Viva Zapata, de Elia Kazan.

1965 – É lançada a nave Gemini 7, com dois astronautas a bordo.

1972 – O presidente de Honduras, Ramon Cruz, é deposto num golpe de estado liderado pelo general Oswaldo Lopes Arellano.

1974 – Um avião comercial holandês explode e mata os 191 ocupantes.

1980 – O primeiro-ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, morre em um acidente aéreo em Lisboa.

1982 – A República Popular da China adota nova Constituição, que estabelece uma ditadura do proletariado.

1984 – Um atirador mata um diplomata jordaniano em Bucareste, Romênia.

1984 – Morre John Rock, cientista norte-americano que descobriu a pílula anticoncepcional feminina.

1987 – A Igreja Católica no Haiti diz que não vai cumprir um pedido feito pelo governo para designar um novo membro ao Conselho Eleitoral Provisional.

1991 – O jornalista norte-americano Terry Anderson é libertado pelos seus seqüestradores muçulmanos, no Líbano, após sete anos preso.

1993 – Morre o músico Frank Zappa.

1995 – Tropas da Otan chegam a Sarajevo para garantir um acordo de paz que coloque um fim a quatro anos de guerra na antiga Iugoslávia.

1996 – É lançada uma sonda à Marte, levando um veículo para buscar informações na superfície do planeta.

1998 – O buraco na camada de ozônio sobre a Antártica bate recorde, chegando a 13 milhões de quilômetros quadrados.

Fonte:

Redação Terra

History Channel

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