Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 03 de Fevereiro – Muhammad Alí!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 03 de Fevereiro – Muhammad Alí!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 03 de Fevereiro de 1970 quando Muhammad Alí (Cassius Clay), ex-campeão mundial de pesos pesados, anuncia sua retirada definitiva do boxe antes do eventos de 1981.

Provavelmente, se fosse apenas um lutador de boxe campeão, Cassius Marcellus Clay Jr. não seria um fato histórico aqui no cabine afinal, outros tantos foram campeões, alguns por mais tempo ou com um cartel mais impressionante. Ele veio parar aqui por ser Muhammad Ali, o primeiro tricampeão dos pesos-pesados que peitou o próprio país, defendeu direitos civis, lutou contra o racismo, caiu, levantou e vive uma batalha com o Mal de Parkinson há quase 30 anos, uma luta cujo último gongo ainda não soou.

Clay nasceu em Louisville, cidade do estado do Kentucky, no racista sul dos Estados Unidos. Filho de um pintor de cartazes, sua infância não prometia nada brilhante até sua bicicleta ser roubada aos 12 anos, no estacionamento do Columbia Auditório. A explosão de fúria do garoto impressionou o policial Joe Martin, que o indicou o treinamento de boxe para descarregar tanta energia – ele também era treinador. O pai não gostou da ideia mas não proibiu o filho de lutar.

Sua primeira vítima foi Ronnie O’Keefe, ainda como amador. A bolsa, se é que é possível dar tal denominação, foi de míseros US$ 4. A carreira amadora chegou ao auge seis anos depois, nos Jogos Olímpicos de Roma (1960). Ainda como meio-pesado, Cassius ganhou a medalha de ouro, num cartel que contava com 100 vitórias e apenas cinco derrotas.

Mesmo com parcos 18 anos ele já dava mostras de suas duas facetas mais conhecidas: o incrível jogo de pernas em cima do ringue e a consciência social. Apesar de recebido com festa em sua cidade não foi atendido num restaurante só para brancos ao pedir hambúrgueres. Em sinal de protesto atirou a medalha no Rio Ohio.

No mesmo ano estreou como profissional. A sequência de vitórias já trilhava o caminho inexorável do título mundial. E no dia 25 de fevereiro de 1964, aos 22 anos, ele enfrentou o campeão Sonny Liston. Com uma movimentação nunca vista para um peso-pesado aliado a violentos jabs, Clay foi minando o adversário pouco a pouco até a vitória por nocaute técnico no sétimo round. A imagem do jovem pugilista correndo para todos os lados do ringue gritando “Eu sou o maior!” é uma das cenas mais marcados da história do esporte. Liston pediu revanche no ano seguinte e foi à lona no primeiro round.

Clay seguiu triturando seus adversários pelos três anos subsequentes até chegar ao ponto da virada, 1967. A fama e o dinheiro que o boxe lhe deram não o levaram para longe de suas origens. Ao contrário, aproximaram ainda mais. Embora fosse taxado por muitos como arrogante e boquirroto, pois exaltava seus feitos constantemente, o campeão passou a lutar por direitos humanos e civis, principalmente defendendo os negros. Foi isso que o levou a tomar a decisão mais polêmica – e o por isso mesmo, corajosa – de sua vida: convocado para combater na Guerra do Vietnã ele disse não.

O efeito dessas três letras foi devastador. Foi processado pelo exército norte-americano, condenado a cinco anos de prisão e perdeu sua licença para lutar, consequentemente, o título mundial. As autoridades do país colocaram-lhe pecha de anti-americano, numa tentativa de deixá-lo como o vilão da história e evitar que outros jovens seguissem o mesmo exemplo. Foram quase três anos tentando reverter a pena, só conseguida na Suprema Corte. A outra mudança radical foi sua conversão ao islamismo e o nome com o qual passou a ser conhecido e virou lenda: Muhammad Ali. Não queria ser mais Cassius Clay, segundo ele, seu nome de “escravo”.

Quando voltou, em 1971, encarou Joe Frazier e conheceu sua primeira derrota como profissional. Só recuperaria o cinturão três anos depois numa épica luta contra George Foreman, no Zaire. Posteriormente, o combate se transformaria no filme Quando éramos reis. Nesse ínterim derrotou alguns dos maiores pesos-pesados da época como Ken Norton, George Chuvalo e Floyd Patterson. Frazier foi desafiado novamente e desta vez derrotado.

Além do cinturão o ano de 1974 marcou a primeira reconciliação com os EUA. Numa solenidade na Casa Branca recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade. O segundo reinado duraria quatro anos até ser derrotado Leon Spinks, em 1978. Sete meses depois devolveu a derrota e recuperou seu reinado. No ano seguinte anunciou sua retirada dos ringues. Retornou em 1980 para perder para Larry Holmes. No ano seguinte nova luta e nova derrota, desta vez para Trevor Berbick. Foi quando, aos 39 anos decidiu parar definitivamente.

Ele voltou às manchetes em 1984 quando anunciou que sofria do Mal de Parkinson, doença degenerativa que compromete toda a parte motora do paciente, inclusive a fala. Foi aí que sua atividade humanitária ficou ainda mais forte. Passou a viajar pelo mundo todo para participar de campanhas beneficentes. Foi recebido por diversos chefes de Estado. O prestígio tornou-se tamanho que Ali conseguiu a libertação de 14 americanos feitos prisioneiros pelo então ditador iraquiano Saddam Hussein em Bagdá.

Recebeu diversos prêmios, entre eles o de Esportista do Século XX, eleito pela revista Sports Illustrated. Sua filha, Laila, seguiu carreira de boxeadora e tornou-se campeã mundial na categoria supermédio em 2006.

EMOÇÃO – A segunda e definitiva reconciliação aconteceu nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta (EUA). Na abertura, coube a ele acender a pira olímpica. Antes do jogo entre Estados Unidos e Iugoslávia pelo torneio masculino de basquete o eterno campeão recebeu uma réplica da medalha de ouro conquistada por ele 36 anos antes. Era o pedido de desculpas definitivo.

No início do século XXI ele ampliou seu trabalho beneficente ao criar a Muhammad Ali Center em Lousville, onde os moradores participam de avidides culturais e educacionais em 2005. Em 2010 iniciou um tratamento com células-tronco em Israel. Com a saúde comprometida tem aparecido cada vez menos em eventos sociais. Ao contrário de seu nome e seus feitos com e sem luvas de boxe mesmo em tempos que os “gladiadores” dos UFC’s da vida tenham relegado os praticantes da nobre arte a segundo plano.

Em 2001 foi Lançado “Ali” o filme sobre a vida do Lutador, protagonizado por Will Smith!

Segue abaixo curiosidades e indicações que o filme teve:

– Com um orçamento previsto de US$ 105 milhões, por muito pouco a cinebiografia de Muhammad Ali não saiu do papel devido ao seu alto custo. O filme apenas recebeu autorização da Columbia para ser realizado após serem negociados acordos com o diretor Michael Mann e o ator Will Smith, que trocaram seus cachês por participações na bilheteria do filme e ainda tiveram que co-financiar a produção. Além disso, Smith teve ainda que se comprometer em estrelar Homens de Preto 2, também para a Columbia, para que o estúdio aceitasse então produzir o filme;

– O roteiro original de Ali, escrito por Stephen J. Rivele e Christopher Wilkinson, tinha mais de 200 páginas e contava a vida de Muhammad Ali de sua infância até o ano 2000. Este roteiro foi extremamente revisado e enxugado por Michael Mann e Eric Roth, que elaboraram a versão utilizada no filme;

– Os nomes dos autores do roteiro de Ali que apareceriam nos créditos do filme foram definidos pela Writer’s Guild, que definiu que os quatro envolvidos em sua elaboração deveriam ser citados;

– O ator Will Smith ganhou pouco menos de 16 quilos de peso para poder interpretar Muhammad Ali no filme;

– Charles Sufford, que interpreta em Ali o lutador George Foreman, é boxeador de verdade e recebeu permissão do diretor Michael Mann para realizar seus golpes o mais real possível nas cenas de luta em que participa.
OSCAR
Indicações
Melhor Ator – Will Smith
Melhor Ator Coadjuvante – Jon Voight

GLOBO DE OURO
Indicações
Melhor Ator – Drama – Will Smith
Melhor Ator Coadjuvante – Jon Voight
Melhor Trilha Sonora

MTV MOVIE AWARDS
Indicação
Melhor Ator – Will Smith

Ninguém sabe se foi intencional, mas em 2012 a editora Panini colocou nas lojas a HQ clássica que traz o confronto de Muhammad Ali e ninguém menos que Superman, perto do aniversário de 70 anos do maior ídolo que o boxe já teve. A história foi um sucesso quando foi lançada nos anos 1979 e seguia fora de catálogo no Brasil. Os dois heróis precisam se enfrentar para impedir a invasão da Terra por uma raça de aliens belicosos.

A história é pura sandice e, em diversos momentos, cheia de incoerências. E vistas nos dias de hoje, parecem bastante ingênuas. No entanto, quando colocadas em perspectivas com o momento dos quadrinhos nos anos 1970, fazem muito sentido. A primeira coisa a se pensar é a faixa etária dos quadrinhos americanos de super-heróis, voltado para crianças e não para adultos, como acontece atualmente.

E para os fãs de Ali, o mais importante era o caráter histórico da edição, já que no universo dos comics ninguém é mais poderoso e emblemático que Superman, e os dois agora estavam no ringue. Em 1978, quando a revista foi lançada, Muhammad era o pugilista mais famoso do mundo e tinha vencido há quatro anos a luta contra George Foreman em Kinshasa, no antigo Zaire. O momento político foi determinante para o sucesso da edição. Herói do povo, Ali tinha sacrificado quatro anos como boxeador por desafiar o recrutamento e a Guerra do Vietnã.

Bonachão e, até prepotente de certo modo, essa personalidade arisca e auto-suficiente do atleta foi muito bem caracterizada na HQ. Quando os aliens chegam à Terra em busca do mais poderoso, Ali e Superman se enfrentam para ver quem ganha. E como a HQ é uma espécie de homenagem, os fãs do Homem de Aço tiveram de relevar o fato de Muhammad Ali bater de frente com alguém que consegue evitar maremotos e destruir bombas – como os roteiristas fizeram questão de deixar explícito.

Cientes de que tinham uma futura raridade nas mãos, a DC decidiu aumentar o número de páginas da revista, imprimir em formato grande de luxo e colocar na capa nomes representativos do espírito da época, como Cher, Andy Warhol, além de políticos e editores e demais profissionais da DC Comics. Mesmo que o roteiro pareça prolixo, os motivos para amar a HQ e guardá-la como preciosidade na coleção são muitas. Uma delas é a ambientalização dos anos 1970, tão bem feita pela dupla Denny O’Neil e Neal Adams.

A dupla já deu muitos bons momentos nos quadrinhos nos anos 1970 e 80 e ficou famosa por essa HQ que foi chamada à época de “a maior luta do século 20”. Por fim, qualquer desculpa é válida para se apreciar a arte de Neal Adams. A Panini lançou Superman Vs Muhammad Ali em um formato luxuoso e por um preço acessível, a R$ 24,90. Depois de tantas dicas boa sobre Ali só resta toda equipe desejar: Boa luta!

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1754 – Nascimento de Juan Ruiz de Apodaca, governador de Cuba vice-rei de Nova Espanha.

1807 – As tropas britânicas do General Samuel Auchmuty, compostas por 11 mil homens, o maior exército levado desde então da Europa à América, toam a cidade de Montevidéu a custa de grandes perdas.

1809 – Naccimento de Felix Mendelssohn, compositor alemão.

1813 – O coronel San Martín derrota os “realistas” em San Lorenzo.

1843 – Começa o estado de sítio de Montevidéu, com as tropas do Governo de Rosas.

1852 – Batalha de Monte Caseros (Argentina). As tropas sublevadas do general Justo José de Urquiza derrotam as do presidente Juan José Rosas e Buenos Aires aclama Urquiza como seu libertador.

1863 – Criação dos Estados Unidos da Colombia, sob o governo de Tomás Cipriano de Mosquera.

1876 – Assinatura do tratado de paz que pôs fim à guerra entre Argentina e Paraguai.

1902 – Nascimento de Ramón J. Sender, escritor espanhol.

1909 – Nascimento de Simone Weil, filósofa e escritora francesa.

1912 – Criação da Guarda Nacional de El Salvador.

1913 – Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs.

1919 – Forças soviéticas ocupam a Ucrania e se forma em Kiev um Governo misto.

1924 – Morre Thomas Woodrow Wilson, XXIX presidente dos EUA.

1931 – Um terremoto destrói varias cidades da Nova Zelândia e causa a morte de mais de mil pessoas.

1932 – Cinco terremotos consecutivos destróem uma grande área em Santiago de Cuba.

1933 – Termina a guerra civil da Nicarágua com um tratado de paz firmado por Augusto César Sandino, chRedação Terra das forças revolucionárias e o presidente Sacasa.

1944 – II Guerra Mundial. O Governo de Franco reafirma a neutralidade da Espanha.

1947 – Nascimento de Paul Auster, escritor americano.

1949 – Morre Carlos Obligado, poeta argentino.

1966 – A sonda lunar soviética “Lunik 9” paira sobre a superfície terrestre e emite imagens desde o mar de Las Tormentas.

1969 – Yasser Arafat é nomeado chRedação Terra da OLP pelo Congreso Nacional Palestino.

1970 – Muhammad Alí (Cassius Clay), ex-campeão mundial de pesos pesados, anuncia sua retirada definitiva do boxe.

1977 – Golpe de Estado na Etiópia, realizado pelo vice-presidente da CAMP, Menghistu Hailé. Neste golpe foi assassinado o chRedação Terra de Estado, TRedação Terrari Benti.

1985 – O Papa João Paulo II visita Cuzco (Peru).

1987 – Detido em Medellín e extraditado para os EUA o famoso narcotraficante colombiano Carlos Lehder.

1989 – Derrotado en Paraguai o general Alfredo Stroessner, o ditador mais antigo da América Latina, por seu genro, general Andrés Rodríguez, que assume a Presidência.

1991 – O Partido Comunista Italiano deixa de existir oficialmente depois de 70 anos de história, ao aprovar sua conversão para Partido Democrático da Esquerda.

1994 – Lançamento do ônibus espacial “Discovery” com um astronauta russo à bordo, Sergei Kirkalev, o primeiro em um veículo espacial americano.

2001 – O governo mexicano entrega à Espanha o ex-capitão Ricardo Miguel Cavallo, para ser julgado pelos crimes de genocídio e tortura cometidos pelas juntas militares entre 1976 e 1983.

Fonte:

Redação Terra

History Channel

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