Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 02 de Dezembro – O fim da escravatura!

Cabine Histórica: Viagem ao passado do dia 02 de Dezembro – O fim da escravatura!

Cabine histórica é a nossa viagem com a C.A.T.I.A aos fatos históricos da humanidade e por toda a linha temporal,hoje viajamos para:

O dia 2 de Dezembro de 1890 quando o percurso histórico da legislação aprovada contra a escravatura começou no século XIX. Em Bruxelas, firmou-se em 1890 um acordo contra a escravidão, assinado por 18 estados, e depois da 1ª Guerra Mundial, destaca-se a Convenção Internacional sobre a Abolição da Escravatura e Comércio de Escravos, com a cooperação da Sociedade das Nações, em 25 de setembro de 1926. As razões que levaram ao reconhecimento solene da igualdade racial têm sido, em boa parte, históricas. Dois importantes acontecimentos, o holocausto nazista e o processo de descolonização evidenciaram a importância dessa questão.

A partir da segunda metade do século XIX, vários intelectuais, escritores, jornalistas e políticos discutiam a relação existente entre a utilização da mão de obra escrava e a questão do desenvolvimento nacional. Enquanto as nações europeias se industrializavam e buscavam formas de ampliar a exploração da mão de obra assalariada, o Brasil se afastava desses modelos de civilidade ao preservar a escravidão como prática rotineira.

De fato, mais do que uma questão moral, a escravidão já apresentava vários sinais de decadência nessa época. A proibição do tráfico encareceu o valor de obtenção de uma peça e a utilização da força de trabalho dos imigrantes europeus já começava a ganhar espaço. Com isso, podemos ver que a necessidade de se abandonar o escravismo representava uma ação indispensável para que o Brasil viesse a se integrar ao processo de expansão do capitalismo.

A Inglaterra, mais importante nação industrial dessa época, realizava enormes pressões para que o governo imperial acabasse com a escravidão. Por de trás de um discurso humanista, os britânicos tinham interesse real em promover a expansão do mercado consumidor brasileiro por meio da formação de uma massa de trabalhadores assalariados. Paralelamente, os centros urbanos brasileiros já percebiam que o custo do trabalhador livre era inferior ao do escravo.

Respondendo a esse conjunto de fatores, o governo brasileiro aprova a Lei Eusébio de Queiroz, que, em 1850, estipulou a proibição do tráfico negreiro. Décadas mais tarde, a Lei do Ventre Livre (1871) previa a liberdade para todos os filhos de escravos. Esses primeiros passos rumo à abolição incitaram a criação da Sociedade Brasileira contra a Escravidão e, três anos mais tarde, no estabelecimento da Confederação Abolicionista, em 1883.

Apesar de toda essa efervescência abolicionista manifestada em artigos de jornal, conferências e na organização de fugas, vários membros da elite rural se opunham a tal projeto. Buscando conter a agitação dos abolicionistas, o Império Brasileiro aprovou a Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários, que previu, no ano de 1885, a libertação de todos os escravos com mais de 65 anos de idade. Na prática, a lei atingia uma ínfima parcela de escravos que detinham um baixo potencial produtivo.

Dando continuidade à agitação abolicionista, vemos que o ano de 1887 foi marcado pela recusa do Exército brasileiro em perseguir escravos e a clara manifestação da Igreja Católica contra tal prática. No ano seguinte, assumindo o trono provisoriamente no lugar do pai, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, no dia 13 de maio. Possuindo apenas dois artigos, a lei previu a libertação dos escravos em território brasileiro e a revogação de qualquer lei que fosse contrária a essa medida.

Apesar de estabelecer um marco no fim da escravidão, a Lei Áurea não promoveu transformações radicais nos cerca de 750 mil escravos libertos em território brasileiro. Sem nenhum amparo governamental, os alforriados se dirigiram para as grandes cidades ou se mantiveram empregados nas suas propriedades de origem. De fato, ao invés de promover a integração do negro à sociedade, a libertação foi seguida pelo aprofundamento da marginalização das camadas populares no Brasil.

 

Veja mais fatos históricos nesse dia:

1547 – Morre o explorador espanhol, Hernán Cortês.
1804 – Napoleão Bonaparte torna-se o primeiro imperador da França numa cerimônia realizada na catedral de Notre-Dame em Paris.
1805 – Napoleão Bonaparte aniquila as tropas austro-russas na maior vitória da sua carreira militar: a batalha de Austerlitz.
1814 – Morre o Marquês de Sade.
1823 – James Monroe, presidente americano, introduz a Doutrina Monroe, que condena a intervenção européia no continente Americano.
1870 – Estréia no Brasil, em homenagem ao aniversário de Dom Pedro II , no Teatro Lírico Fluminense, a ópera de Carlos Gomes O Guarani.
1901 – O americano King Camp Gillette patenteia um aparelho de barbear de lâminas descartáveis. É o inicio da Gillette Safety Razor Company.
1918 – A Armênia separa-se do Império Otomano.
1923 – Nasce na Itália, Maria Callas, cantora lírica.
1927 – É vendido o primeiro Ford A.
1937 – Getúlio Vargas extingue, através do Decreto nº 37, todos os partidos políticos.
1942 – Em Chicago, o físico italiano Enrico Fermi consegue a fissão do átomo.
1944 – Inaugurada no Rio de Janeiro, pelo jornalista Roberto Marinho, a Rádio Globo AM.
1945 – Eurico Gaspar Dutra é eleito por voto popular presidente do Brasil. O PSD tem maioria na Constituinte.
1953 – Retomada das relações diplomáticas entre o Irã e a Grã-Bretanha.
1954 – O Senado americano condena o senador Joseph McCarthy por má conduta durante as investigações e caça a suspeitos de comunismo.
1954 – A União Soviética anuncia ajuda militar aos países comunistas.
1956 – Fidel Castro desembarca em Cuba liderando 72 homens. Atacados pelas forças do ditador Batista apenas 12 sobrevivem.
1968 – Nixon nomeia Henry Kissinger conselheiro da Seguridade Nacional dos Estados Unidos.
1969 – O boeing 747 realiza seu vôo inaugural com 191 pessoas a bordo, a maioria jornalistas e fotógrafos.
1971 – Sete emirados se agrupam e proclamam os Emirados Árabes Unidos, com a retirada de tropas britânicas da região.
1972 – O Partido dos Trabalhadores ganha a primeira eleição na Austrália desde 1949. Gough Whitam torna-se primeiro-ministro.
1979 – A população iraniana vota a favor de uma nova Constituição e dá poderes absolutos ao Aiatolá Khomeini.
1982 – É realizado em Seattle pelo doutor William De Vries o primeiro implante de coração. O paciente é o dentista Barney Clark.
1990 – Realizada a primeira eleição após a unificação da Alemanha.
1993 – Pablo Escobar, líder do Cartel de Medelin, na Colômbia, é morto a tiros numa tentativa de prisão.
1997 – Boris Yeltsin, presidente da Rússia, surpreende ao declarar, na Suécia, a redução unilateral das ogivas nucleares no país.

Fonte:

Redação Terra

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