Cabine Nostálgica: Vigilante 8

Cabine Nostálgica: Vigilante 8

Este será o meu primeiro texto sobre um dos melhores, se não o melhor, console que já existiu. Esse aparelho teve centenas de jogos maravilhosos que estão em nossa memória. Impossível qualquer gamer criar essas listas de “10 mais” da vida e não ter pelo menos um jogo de PS1.

Esse jogo que vou comentar hoje foi muito famoso no final dos anos 90. Arrisco a dizer que ele enfrentou uma das melhores batalhas do mundo dos games. Quando pensamos nessas batalhas, sempre lembramos vários embates: Mortal Kombat X Street Fighter, Mario X Sonic, Age of Empires X Warcraft X Command and Conquer, FIFA X PES, Crash X Mario… Mas teve uma batalha que não é muito lembrada ultimamente. Esse game concorria com o Twisted Metal (1995), que também foi uma super inovação para a época.  O Twisted Metal ia muito bem, até que em 1998 foi lançado o:

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Vigilante 8, um dos melhores jogos que já joguei na vida!

Aí meu amigo, não teve Twisted Metal que segurou. O pau foi muito grande! Pra vocês terem uma ideia, a franquia Twisted Metal já estava no seu terceiro jogo e o Vigilante 8 estreou quebrando tudo!

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Menu principal

Eu lembro exatamente como eu conheci esse jogo. Existia um programa, acho que no Multishow, chamado Cybernet. Naquela época eu era criança, não tinha dinheiro para comprar muitas cosias de vídeo game e a internet ainda era precária (tinha um plano da Mandic com apenas 10 horas mensais de acesso). Eu ficava muito ansioso para esse programa. Um dia, assistindo Cybernet, vi um jogo de corrida para PS1. Eu nem tinha o aparelho ainda, mas o que me chamou a atenção foi que era um jogo de demolição. Você podia destruir tudo: os cenários e os inimigos. Nesse vídeo do programa, o jogador fazia tudo isso, com uma NAVE ESPACIAL. Ou seja, você corria num jogo de demolição, destruindo tudo, com um disco voador! Eu fiquei maluco de vontade de jogar aquilo! Muitos anos depois eu fui descobrir que era essa maravilha de jogo!

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Dependendo do lado que o jogador escolhia, a missão mudava

O jogo por incrível que pareça, tinha história! Estava rolando uma crise de petróleo no mundo todo e os EUA estava enfrentando uma pindaíba danada. Para piorar, uma cooperativa multinacional estrangeira chamada Oil Monopoly Alliance Regime (OMAR) estava tentando monopolizar todo o petróleo mundial.  Essa cooperativa contrata um tal de Sid Burn (corredor selecionável) para ajudar nisso tudo. Ele então junta um monte de camarada e os intitula de “Coyotes”. Eles começam a atacar várias refinarias de petróleo, instalações comerciais e indústrias em todo país. A população, sem poder contar com a polícia, começa a fazer justiça com as próprias mãos! Convoy, um caminhoneiro e um dos principais personagens do jogo, lidera uma galera para combater os “Coyotes”. Essa galera se intitula os “Vigilantes”.

“Enquanto isso, o governo dos EUA, sentindo-se mais vulnerável do que nunca, estava intensificando suas pesquisas no desenvolvimento de um novo arsenal militar. Um armamento mais avançado, rumores de ser baseado em tecnologia UFO, localizado no sítio 4, uma instalação secreta em Papoose Lake. Esta informação acabou vazando para Sid, e os Coyotes emboscaram a instalação. No entanto, os Vigilantes inesperadamente apareceram para detê-los e, como resultado, ambas as partes se encontravam em posse das armas mais avançadas do mundo.” (Wikipedia).

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Vigilantes

 

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Coyotes

Bom, vocês já lembraram o que foi isso né? Dois times de carros, destruindo tudo…tem até ET na parada!

Os carros tinham 3 skills: Velocidade, Resistência e Força do Especial. Os times, como já foi dito, eram divididos em “Coyotes” e “Vigilantes”. O pau cantava! Cada jogador que você selecionava tinha um carro diferente, com um especial mais maluco do que o outro. Tinha de tudo! Canhão a laser, abelhas, metralhadoras e até mesmo discos voadores! Vou dar uma pequena explicada sobre os personagens, veículos e especiais:

Beezwax: Um fazendeiro Vigilante super divertido de se jogar! Ele tinha uma Stag Pickup 1970. Uma picapona daora! Em seu especial, ele mandava várias abelhas atacarem o inimigo.

Boogie: Coyote, dirigia uma Leprechaun  1976. Um carrinho pequeno e fraco, mas com um especial bem forte. Aparecia uma bola de luz atirando para tudo quanto é lado (aquelas bola de balada sabem?) e o nome do especial era Disco Inferno ( a musica do The Trammps )

Chassey Blue: Vigilante, essa mulher dirigia um Rattler 1967. O especial dela eram 9 bolas de energia atacadas de uma vez que acabava com a vida de qualquer um!

Convoy: O organizador dos vigilantes, dirigia um caminhão 1972 lento e muito forte. A sua principal arma eram pneus cheios de explosivos.

Dave: Outro Vigilante, hippie, que dirigia uma Dodge Van 1970. Um dos melhores especiais do game. Ele tinha um satélite que chamava vários discos voadores pequenos para atacar seus inimigos.

Houston: A Vigilante de Black power que estava no menu principal do game. Dirigia um Palomino 1975 amarelo e sua arma mais forte era uma torre com um raio laser.

John Torque: Um Vigilante que pilotava um 1969 Jefferson.  O seu especial era um super som que atingia os inimigos 360 graus ao redor do carro, com ondas eletromagnéticas.

Loki: Um Coyote com um Jipe Militar 4×4. Seu especial eram 5 mísseis gigantes teleguiados.

Molo: O Coyote símbolo do jogo. Esse gordinho dirigia um ônibus escolar 1966 que era forte demais. Sua arma especial era uma fumaça poluidora que destruía tudo que entrasse dentro!

Sheila: Essa Vigilante com cara meiga e um buggy de areia Strider 1974, com um rostinho no capô, não enganava ninguém! Seu especial era uma metralhadora gigante para fora do carro.

Sid Burn: O principal Coyote do jogo, com um Corvette Manta 1969 todo estilosão, pintado com chamas.  Sua arma principal eram dois canhões que atiravam bolas de fogo.

Slick Clyde: Era um Coyote que pilotava um Furgão Clydesdale 1970. Sua principal arma era uma antena que soltava raios nos inimigos.

Y the Alien: O personagem secreto que me fez gostar desse jogo. Ele não tinha filiação no primeiro jogo da franquia. Ele dirigia um “Disco Voador de Luxo 1964” com um super raio laser como arma principal, a lá Independence Day.

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11 cenários diferentes

Cada personagem tinha uma “campanha” de 4 fases, em que eles deveriam destruir ou defender algum objetivo. Destruir era sem dúvidas, mais divertido e fácil do que defender. Eu passei horas tentando passar de algumas fases de vigilantes, sério.

O jogo tinha ao todo 11 fases! 11 cenários diferentes (no N64 tinha uma fase a mais) As fases eram imensas e cheias de segredos! Davam uma sensação de liberdade maravilhosa! O jogador passaria por todo tipo de ambiente: Resort de Sky, linhas de petróleo no Alaska, cemitério de aviões, fábrica nuclear, refinarias de petróleo, porto no pacífico, fábrica de areia…

Vocês podem imaginar o que foi isso né? Era muita fase, muitos carros, uma ótima história e muitas armas! O legal é que cada fase tinha um “especial” que acontecia alguma coisa. Por exemplo, na fase da fábrica de areia, se o jogador durasse um X tempo, cairia um meteoro com uma formiga gigante que sairia andando pela cidade e destruindo tudo (WTF)!

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Destruição garantida

Os gráficos eram bem bonitos para a época. Nada de outro mundo, mas bem bonitos! A trilha sonora era de primeira. As músicas tinham guitarras e você podia ouvir tudo que acontecia, todos os tiros, freadas e explosões.  Nos menus, as trilhas levavam o jogador a lembrar de um clima de interior ou velho oeste! Às vezes rolavam umas musiquinhas eletrônicas também que subiam o humor de qualquer player. As fases tinham várias partes que podiam ser destruídas, o que foi uma grande inovação para a época (e até hoje em dia, pensando que só agora a série Battlefield pensou em poder destruir prédios, quase 15 anos depois do Vigilante 8).

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Ótima jogabilidade

A jogabilidade era simples e precisa! Sério! Qualquer um que pegasse pra jogar aprenderia em 5 minutos! Eu não entendo, por que esse tipo de jogo não é mais explorado. O jogo era muito, mas muito divertido. Você tinha tudo o que precisava saber na tela: um mapa com a localização dos inimigos, a sua vida, a vida do seu inimigo,  o tipo de carro que ele usava e as suas três armas com seus respectivos tiros.

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Jogar com o disco voador era incrível!

Cada personagem tinha uma pequena metralhadora na frente do carro. Além disso, poderíamos pegar armas pela fase.  Tinha canhões de bola de fogo, mísseis teleguiados, lança chamas, mísseis simples, minas e umas torres de tiros teleguiadas, como se fossem fogos, que atiravam para cima e iam atrás dos inimigos. O legal é que nós víamos a arma no carro. O jogador poderia bater o olho no inimigo e saber a arma que ele estava portando.

O modo multiplayer era incrível e muito divertido! A tela era dividida em 2 e os players podiam escolher quantos inimigos teriam na fase. No N64, essa possibilidade era até 4 jogadores!

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Era tiro por todos os lados!

Muita gente não sabe, mas quando foi lançado para o Nintendo 64, o Vigilante 8 teve a sua propaganda censurada nos Estados Unidos devido ao incidente em Columbine.

Vigilante 8 marcou a minha vida e foi, sem dúvidas, um dos games que eu mais joguei no meu Playstation 1. A diversão e a destruição eram garantidas no single player ou com um amigo. Infelizmente, naquela época, ainda não existia o modo Online. Fico muito esperançoso que saia uma versão desse jogo  para a nova geração de consoles! Imagina 24 carros correndo e destruindo tudo num modo online atual? Seria demais!

O jogo fez tanto sucesso que saiu para Playstation, Nintendo 64 e Gameboy Color (horroroso). Teve uma continuação chamada, Vigilante 8: 2nd Offense ( que manteve o padrão e foi ótimo também) e teve um remake para XBOX 360 chamado Vigilante 8 Arcade (que infelizmente eu não consegui jogar) que não fez muito sucesso, por mais que tenha a possibilidade de jogar online. O jogo também teve uma versão em Star Wars chamada Star Wars Demolition, que era show de bola e eu tenho até hoje.

Se você não conferiu até hoje, de uma procurada e tente jogar Vigilante 8, aposto que você não irá se arrepender. Segue o gameplay do jogo.

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