Cabine Nostálgica: Taz-Mania

Cabine Nostálgica: Taz-Mania

Que o Super Nintendo esta entre os top 3 de melhores ou mais bem sucedidos consoles, todo mundo sabe. Grande parte dos gamers começou a sua carreira num aparelho cinza desse e aposto que a maioria teve um!  O SNES é folclórico, esta no coração de cada gamer. Fez parte daquela época em que as crianças esperavam o fim de semana para poder ir a uma locadora, poder alugar um jogo novo  e jogar dois dias sem parar. Quem não passou por isso? Era o maior presente de um pai, para o pequeno nerd!

O acervo de jogos do SNES é assombroso, o numero gira em torno de 784 lançamentos com 251 exclusivos. É uma longa série de jogos para todos os gostos. Existe certa crítica nos games nessa geração: são muito parecidos. Eu costumo a dizer que cada geração tem um estilo de jogo e os 8 e 16 bits eram recheados de jogos de plataforma. Foi o marco daquela era, o que as vezes chegava a dar uma broxada. Muitos jogos eram parecidíssimos e as produtoras achavam que poderiam apenas mudar o personagem principal e lançar um jogo novo. Tivemos um caso, de um hack (que eu tenho em cartucho) do SONIC 4 para SNES, que era uma modificação pirata do jogo Speedy Gonzales Los Gatos Bandidos (sim, eu tenho esses dois cartuchos). Logicamente, no meio de tantos jogos havia os bons e os ruins. Alguns se destacavam por fugir um pouco dessa ideia de jogo de plataforma. E exatamente por isso que eu vou escrever sobre esse jogo de hoje:

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Taz-Mania para Super Nintendo

Esse era um daqueles jogos que, sempre que tinha na locadora, eu alugava. Diferente, bonito e difícil, o jogo do Taz Mania para Super Nintendo marcou muito! Totalmente diferente do jogo de mesmo nome para Mega Drive, onde o protagonista fazia mais do mesmo: explorava fases lineares em um jogo de plataforma. No Snes o game veio bem diferente e chamou muita atenção.

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O jogo não tinha opções

E importante dizer uma coisa: esse jogo não é uma unanimidade. Muitas pessoas odiaram e ficaram decepcionadas. Outras adoraram, pois estavam de saco cheio de mais do mesmo. O jogo foi lançado em 1992 pela empresa Sunsoft que, em minha opinião, sempre fez jogos medianos. O “problema” é que eu acho que essa “firma” tinha os direitos de publicar games do Looney Tunes e de outras franquias conhecidas. Eles fizeram dois jogos Superman HORROROSOS para SNES, o próprio Taz Mania para Mega Drive é extremamente comum (existem pessoas que gostam), aquele Daze Before Christmas era horrendo, Speedy Gonzales e o Pirates of the Dark Water eram jogos nota 5. Por outro lado, eles acertaram em outros games como o Bugs Bunny Rabbit Rampage que foi fantástico, o Zero, the Kamikaze Squirrel era ótimo e o tão famoso Looney Tunes B-Ball.

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Primeira fase

O jogo já começava estranho. Não tinha menu, nem opções, nem nada. Simplesmente aparecia lá “ACT 1” e já ia para a tela do jogo! Isso causou certa estranheza em quem jogava pela primeira vez.

A tela se abria e o jogador já se espantaria: o Taz estava de costas, como se fosse uma corrida. Ele era, muito antes de jogos como Tomb Raider, Syphon Filter, Crash ou Super Mario 64, um jogo de aventura visto por trás. Isso fez o game ganhar um rótulo de Aventura/Corrida, coisa que eu jamais tinha visto antes.

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O rio fazia o personagem correr menos

O jogo era simples. Simples demais. Como eu disse antes, a empresa produtora não era lá das melhores, então alguma coisa ruim o jogo teria. A tela era muito simples com o Taz de costas, uma pequena barra amarela (que era energia para dar o famoso giro maluco do Taz Mania), um tempo e um desenho de um passarinho (chamados KIWI) e um numero do lado. O jogador apertaria para cima e o Taz começaria a correr, sempre pra frente, desenfreadamente.

O objetivo era comer todos os pássaros da fase (mostrava lá em cima e no começo da etapa) dentro do tempo sugerido. No final, Taz cairia num belo sono e o jogador passaria para a próxima fase. Nas primeiras fases o numero era baixo, como 3 por exemplo. Conforme o jogo ia acontecendo, o número subia bastante. Na ultima fase eram 20 Kiwis que o Taz deveria engolir.

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O cenário mudava… um pouco!

As fases eram bem bonitas e coloridas. O Super Nintendo conseguia fazer isso muito bem! Dificilmente você via um jogo que fosse feio. As fases variavam entre deserto, montanhas, neve e campos verdes, sempre com o Taz correndo na pista do meio. As pistas simulavam elevações e curvas, o que fez a galera realmente se sentir como um Taz Mania correndo feito maluco. A trilha sonora era muito boa, vindo diretamente da Warnes Bros com aquelas musiquinhas super legais!

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Caminhões atravessavam na frente do personagem

Muitos obstáculos apareciam na frente do Taz: um rio que fazia o personagem diminuir a velocidade, carros vindo à direção opostas, carros cruzando as pistas, um ônibus que também vinha na direção oposta, postes e buracos.

O personagem não estava sozinho: tinha um “cachorro” em cima de uma moto que passava e deixava algum item para o Taz comer. Esse item poderia ser bom ou ruim, como um patins que dava mais rapidez ou uma bomba, que fazia o Taz morrer.

Os Kiwis também eram variados! Kiwis vermelhos dariam mais tempo ao jogador, os azuis davam pontos, os verdes davam vida extra e os amarelos eram somados para completar a fase.

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O patins fazia o Taz correr mais ainda

Apesar de todos os pontos bons do jogo, ele falhou em uma coisa: repetição. No site alvanista há uma definição muito boa sobre esse game: Corre, gira, come passarinho, desvia dos carros e passa de fase. Corre, gira, come passarinho, desvia dos carros e passa de fase. Corre, gira, come passarinho, desvia dos carros e passa de fase.

Infelizmente, ele esta correto. Eles falharam FEIO na ação do jogo e ele é exatamente como foi descrito acima. O pessoal realmente enjoava fácil desse game (eu adorava), a maioria das pessoas, após 15 minutos de jogo, ficava exatamente como o Taz no final da fase.

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No final, o Taz e o jogador terminavam iguais

Taz Mania para Super Nintendo marcou a minha vida e deve ter marcado a de outros gamers. Seja pela chatice, pelo arrependimento, pelos belos gráficos ou pela inovação. Foi um jogo diferente do que se tinha no SNES, onde todos os jogos de ação eram em de plataforma. No meio de tantos jogos iguais, ele tentou inovar. Infelizmente, devido à incapacidade de seus produtores, essa inovação foi muito mal implantada e o jogo ficou monótono.

Segue um gameplay, pra vocês terem uma ideia de como ele era bonito de ver!

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